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Por que 25 de dezembro é o Dia do Natal?
A data do nascimento de Jesus Cristo é desconhecida, embora seja celebrada, há séculos, no dia 25 de dezembro. Acredita-se que a prática de celebrar o Natal nesta data tenha sido oficializada no século IV, no pontificado de Júlio (337-352), em 350. Essa teoria afirma que este papa oficializou a celebração nesse dia, embora já fosse comemorada em alguns lugares bem antes.
Não existe, porém, uma comprovação histórica disso e sabemos que o costume de celebrar o nascimento de Jesus Cristo se consolidou entre os séculos II e IV. Um registro de Clemente de Alexandria (+215) informa que, naquela época, existiam diferentes tradições sobre a data do nascimento de Jesus.
Havia muita divergência acerca de quando Jesus tinha realmente nascido – não se sabe a data em que muitos grandes nomes da história! – durante estes séculos, mas o 25 de dezembro foi conquistando influência. Muitos historiadores teorizam, dizendo que a escolha foi “proposital” e fazia parte do processo de “inculturação” da Igreja.
Isso porque, no dia 25 de dezembro e nos dias próximos a ele, tornou-se costume, introduzido pelo imperador Aureliano (início do século IV), celebrar o Die Natalis Solis Invicti (dia do nascimento do sol invicto). De fato, o dia 25 de dezembro, no hemisfério norte, é o dia em que há menos tempo de luz solar que, porém, a partir daí começa a crescer até atingir seu pico no dia 24 de junho. (No hemisfério sul é exatamente o contrário).
A colocação do nascimento de Jesus no mesmo dia da celebração do deus Mitra (daí, mitraísmo), tinha como objetivo esvaziar as celebrações pagãs e convencer as pessoas de que, neste dia, se devia celebrar o nascimento de Jesus, “sol de justiça” (Malaquias 3,20), verdadeira “luz do mundo” (João 8,12).
Tempo do Natal – O Tempo do Natal se estende desde as I Vésperas do Natal do Senhor (Liturgia das Horas) até o Domingo após o dia 6 de janeiro (NALC – Normas do Ano Litúrgico e do Calendário, n. 33). “É a comemoração do nascimento do Senhor, em que celebramos a ´troca de dons entre o céu e a terra ´, pedindo que possamos ´participar da divindade daquele que uniu ao Pai a nossa humanidade´ (Oração sobre as oferendas, missa da noite de Natal).
Na Epifania, celebramos a manifestação de Jesus Cristo, Filho de Deus, ´luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação´ (Prefácio da Epifania). – Guia Litúrgico Pastoral, pág. 12 (Revista “O Pão Nosso de cada dia”, n.228).