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domingo, 04 de maio de 2014

Artigos

POLÍTICA E política

Bom Dia Barretos. 
Pelo que parece, a proximidade das eleições, tiveram o condão de trazer de volta o fervilhar das especulações, sobre nomes e postura dos diversos agentes públicos de Barretos. Sinto-me, em posição bastante confortável, ao fazer análise do quadro barretense e jogar um pouco de luz em tal debate, uma vez que deixei a política para dedicar todo o meu tempo e o meu entusiasmo, como médico, ao Hospital São Jorge.
Só entendo alguém se dedicando à política, se movido por ideal, o ideal de buscar a melhoria de vida de sua população. Exemplo disso é o que está a ocorrer em Bebedouro, onde o Prefeito Municipal conseguiu, conforme publicação da “Folha de São Paulo, caderno Ribeirão, pagina C7,do dia 29 de abril”, que o Governador de São Paulo estadualizasse o Hospital Municipal Julia Pinto Caldeira, além de assumir a responsabilidade de construir um novo prédio para o mesmo, cujo valor está estimado em R$ 32,5 milhões e será integralmente coberto pelo Governo do Estado de São Paulo. 
Quando olho para as condições da Santa Casa de Barretos, que atende toda uma região e que poderia muito bem ser estadualizada pelo Governo, diga-se de passagem, do mesmo partido do Prefeito, e vejo o que o Governador de São Paulo fez, pelo hospital de Bebedouro, confesso, acho que está faltando mais representação política à nossa querida Barretos. Nossa Santa Casa sim poderia muito bem se tornar Hospital Regional, já que atende não só uma vasta região, como também centenas de acompanhantes de pacientes que vêm à Fundação Pio XII, de todas as partes do País. 
Se me lembro bem e se a minha memória não me trai, as últimas grandes conquistas de Barretos junto ao Governo Estadual foram a 13ª. Região Administrativa, Regional da Saúde, Batalhão da Polícia Militar, Regional de Policia, Regional da Promoção Social, Regional do Trabalho, Regional do DER, Duplicação da Rodovia Faria Lima entre Barretos e Bebedouro, Vicinal da Cachoeirinha, Via das Comitivas “Roberto Cardoso Alves”, dois poços profundos que garantem o abastecimento de água em Barretos até hoje, equipamentos para o nosso Aeroporto bem como o aumento de seu pátio de estacionamento, graças ao nosso trabalho como representante de Barretos, sendo Prefeito, Deputado e Secretário. 
Bem, eis aí algumas das muitas conquistas junto ao Governo de São Paulo. Pena que o Governador, que tanto empenhou para a eleição do atual Prefeito, tenha esquecido Barretos, deixando nossa Santa Casa sangrando, enquanto anuncia a estadualização do Hospital de Bebedouro. Não, não é só isso. Investiu pesadamente nos aeroportos de Araraquara, Franca e Ribeirão, mas se negou a revogar a municipalização de nosso Aeroporto, erro que cansamos de alertar, mas sem o condão de impedir. 
Só posso concluir que isto está a ocorrer por falta de representação política forte para nossa cidade. Quando fomos para Brasília, como chefe de Gabinete do Ministério da Indústria e Comercio, na gestão do DR. Roberto Cardoso Alves, conseguimos com a Embratur os recursos necessários para construir o estádio do Parque do Peão. Tudo depende de uma representação forte e atuante para que a cidade receba os benefícios que merece. Quanta saudade dos tempos em que Barretos vibrava com as novidades, como a retirada do cinturão de aço, os trilhos da Fepasa, o alargamento das ruas, a eliminação dos paralelepípedos, a implantação da Região dos Lagos, do distrito Industrial II, da implantação das vias João Baroni, ligando Barretos ao Hospital da Fundação Pio II, da av. Floriano Tacelli Filho ligando os bairros Cristiano Carvalho e Barretos II, ou a Fraternidade Paulista, nova saída ou entrada de Barretos pela Assis Chateaubriand. 
Digo isso, para justificar a necessidade de Barretos eleger um representante, e dizer ser salutar essa efervescência em torno das próximas eleições. Que o nosso povo tenha a sabedoria necessária para não deixar ser levado pelos arautos das promessas e das distribuições dos agrados eleitoreiros, e que possamos ter representantes que façam Política, com P maiúsculo e não política, com p minúsculo, mais conhecida como politicalha.
 
BOM DIA BARRETOS.

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