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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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POLIOMIELITE

Poliomielite

Poliomielite (paralisia infantil) é uma doença contagiosa aguda causada por vírus que pode infectar crianças e adultos, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e, em casos graves, pode acarretar paralisia nos membros inferiores.

Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A  poliomielite pelo vírus selvagem permanece endêmica no Afeganistão e Paquistão, entretanto vários países têm registrado casos de poliomielite pelo vírus derivado vacinal nos últimos anos. Nenhum caso confirmado nas Américas. Como resultado da intensificação da vacinação, no Brasil não há circulação de poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990.

Importante: Poliomielite e paralisia infantil são a mesma coisa. A vacinação é a única forma de prevenção da doença. A cobertura vacinal da poliomielite vem apresentando resultados abaixo da meta de 95% desde 2016. Vacinem as crianças, para que elas não sofram com as sequelas de doenças que podem ser evitadas.

A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da poliomielite. As sequelas da poliomielite estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente correspondem a sequelas motoras e não tem cura.

Assim, as principais sequelas são: problemas e dores nas articulações; pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão; crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose; osteoporose; paralisia de uma das pernas; paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta; dificuldade de falar; atrofia muscular; hipersensibilidade ao toque.

Essas sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e da realização de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados, além de ajudar na postura, melhorando assim a qualidade de vida e diminuindo os efeitos delas. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

Os sinais e sintomas da poliomielite variam conforme as formas clínicas, desde ausência de sintomas até manifestações neurológicas mais graves. A poliomielite pode causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas não fica doente e não manifesta sintomas, deixando a doença passar despercebida.

Os sintomas mais frequentes são: febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação (prisão de ventre), espasmos, rigidez na nuca, meningite

Na forma paralítica ocorre: instalação súbita de deficiência motora, acompanhada de febre.

Assimetria acometendo, sobretudo a musculatura dos membros, com mais frequência os inferiores;

Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada;

Sensibilidade conservada;

Persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

O diagnóstico da poliomielite deve ser suspeitado sempre que houver paralisia flácida de surgimento agudo com diminuição ou abolição de reflexos tendinosos em menores de 15 anos. Os exames de liquor (cultura) e a eletromiografia são recursos diagnósticos importantes. O diagnóstico será dado pela detecção de poliovírus nas fezes.

Todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico do paciente.

A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina. A partir de 4 de novembro de 2024, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser exclusivo com vacina inativada poliomielite (VIP), sendo administradas três doses de VIP aos 2, 4 e 6 meses de idade e um reforço com o referido imunobiológico aos 15 meses. A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.

Embora ocorra com maior frequência em crianças, a poliomielite também pode ocorrer em adultos que não foram imunizados. Por isso é fundamental ficar atento às medidas preventivas, como: lavar sempre bem as mãos, ter cuidado com o preparo dos alimentos e beber água tratada.

A Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI), orienta os serviços de saúde e usuários sobre a vacinação de viajantes internacionais contra poliomielite, provenientes ou que se deslocam para áreas com circulação de poliovírus selvagem e derivado vacinal, na Nota Informativa nº 315/2021 – CGPNI/DEIDT/SVS/MS. O Brasil recomenda ainda, a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para a última dose da vacina contra a poliomielite, a todo viajante residente no país. Esse certificado é emitido nos Centros de Orientação a Saúde do Viajante da Anvisa e credenciados.

Sífilis

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria *Treponema pallidum*. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual (oral, vaginal ou anal), especialmente com contato com lesões, sem preservativo, por transmissão vertical (da pessoa gestante para a criança durante a gestação) e no momento do parto (transmissão vertical).

A sífilis primária caracteriza-se por uma ferida geralmente única que aparece no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), normalmente entre dez e 90 dias após o contágio. Essa lesão, também conhecida como “cancro duro”, apresenta grande quantidade de *Treponema pallidum*; por isso, nessa fase, há uma alta transmissibilidade da infecção. Em geral, essa lesão (cancro duro) não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. Após alguns dias, o cancro duro desaparece sozinho, independentemente de tratamento. É importante lembrar que isso não significa que houve cura da sífilis.

A sífilis secundária apresenta manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas manchas surgem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e da cicatrização da ferida inicial. Essas lesões possuem grande quantidade de bactérias e, portanto, possuem alta transmissibilidade ao contato. Nessa fase pode ocorrer febre e mal-estar, além de dor de cabeça e ínguas pelo corpo. Assim como o cancro duro, essas lesões desaparecem em algumas semanas, independentemente de tratamento, causando a falsa impressão de cura.

A sífilis latente pode ser classificada em latente recente (até um ano de infecção) e latente tardia (mais de um ano de infecção). Sua duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

A sífilis terciária pode causar lesões cutâneas, ósseas e cardiovasculares, além de lesões neurológicas. Surge entre um e 40 anos após o início da infecção e pode levar à morte.

Se a sífilis ocorrer no período da gestação, pode ocasionar consequências graves, como abortamento, prematuridade, natimortalidade, manifestações congênitas precoces ou tardias e morte do recém-nascido (sífilis congênita).

Os sinais e os sintomas surgem e desaparecem, mas a doença continua no corpo e, sem tratamento, pode evoluir para complicações.

O uso regular do preservativo interno ou externo é uma das medidas de prevenção mais importantes. O diagnóstico e o tratamento das pessoas com sífilis e de suas parcerias sexuais também são imprescindíveis, pois levam à cura e interrompem a cadeia de transmissão. Após diagnóstico ou suspeita, siga as orientações do serviço de saúde e, quando indicado, evite relações sexuais desprotegidas até que você e sua(s) parceria(s) recebam avaliação e

O teste rápido para diagnóstico da sífilis é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) e o resultado fica disponível em até 30 minutos. É um teste simples, mas tão confiável quanto os testes de laboratório.

O teste rápido para sífilis é capaz de detectar os anticorpos contra o *Treponema pallidum* e, após um resultado positivo (reagente), pode-se iniciar o tratamento apenas com esse teste nos seguintes casos: gestantes, vítimas de violência sexual, pessoas sem diagnóstico prévio de sífilis, pessoas com chance de perda de seguimento (não retorno ao serviço de saúde) e pessoas com sinais/sintomas de sífilis primária ou secundária.

Se o resultado do teste rápido for positivo (reagente), o diagnóstico é concluído com um novo exame de sangue, que será executado no laboratório. A coleta de sangue para conclusão do diagnóstico e monitoramento do tratamento deve ser realizada no mesmo dia em que este for iniciado. Esse resultado inicial servirá como base de comparação para avaliar a resposta ao tratamento, devendo ser confrontado com os exames realizados posteriormente.

Mesmo sem sinais e sintomas, é importante procurar o serviço de saúde para testagem se você teve relação sexual sem preservativo, se a parceria recebeu diagnóstico de IST ou se você tem dúvidas sobre possível exposição.

Se a pessoa já teve sífilis na vida, os testes rápidos treponêmicos tendem a permanecer positivos (reagentes), mesmo nos casos em que houve tratamento e cura. Por isso, o resultado desses testes é avaliado juntamente com os dados clínico-epidemiológicos. Testes complementares laboratoriais ainda podem ser solicitados, de acordo com o protocolo nacional.

Em geral, o serviço de saúde também pode avaliar a necessidade de testagem para outras ISTs, como HIV e hepatites virais, conforme o contexto de risco e a oferta local.

O tratamento de escolha mais eficaz é a penicilina benzatina, que poderá ser aplicada na unidade de saúde mais próxima de sua residência. As parcerias sexuais também devem ser testadas e tratadas para evitar a reinfecção. O número de doses e o esquema de tratamento variam conforme o estágio da sífilis, sendo fundamental a avaliação do profissional de saúde. Se você tem alergia à penicilina ou já apresentou reação importante após o uso desse medicamento, informe à equipe de saúde antes de iniciar o tratamento, para que a conduta siga o protocolo indicado no seu caso.

A sífilis tem cura! Mas a pessoa que já teve sífilis, mesmo que tratada, não adquire imunidade e pode se reinfectar se tiver contato com a bactéria novamente. Por isso, é importante o uso de preservativo nas relações sexuais e a realização da testagem de rotina (pelo menos uma vez por ano para as pessoas sexualmente ativas e durante o pré-natal, na frequência recomendada em protocolo).

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