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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Pobreza aumenta

Quase quatorze anos de governos petistas -ou seja, corruptos, incompetentes e usurpadores do poder- ainda produz nefastos efeitos na nossa não tão pujante economia. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) mostrando que em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. Em 2016, havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza e, em 2017, subiu para 54,8 milhões, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população total do país, estimada em 207 milhões.
E a população em condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões. Ou seja, 7,4% dos brasileiros estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.
O IBGE considera situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês, e a pobreza quem recebe menos de US$ 5,50 por dia, ou R$ 406 por mês, conforme definido pelo Banco Mundial.

Em 2017, eram 9,7 milhões de brasileiros vivendo com renda domiciliar per capita inferior a R$ 85 por mês, em 2016 foram 8,2 milhões, ou seja, aumento de 18,3%. Em 2017, eram 26,9 milhões de pessoas que viviam com menos de um quarto do salário mínimo, ou R$ 234,25 -o salário mínimo era de R$ 937-, em 2016, eram 25,9 milhões.
Como se pode adivinhar, a maioria dos que vivem abaixo da linha da pobreza estão no Nordeste, são mais de 25 milhões, ou 44,8% da população. A região Sul tinha 3,8 milhões de pessoas pobres, ou 12,8% da população sulista. No Sudeste, eram 15,2 milhões de pessoas, o equivalente a 17,4% da população.
O estado do Maranhão é o estado com maior proporção de pobres, 54%. Os estados Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Piauí, Ceará, Alagoas e Bahia tinham quase metade da população pobre também. Já Santa Catarina é o que tem o menor percentual de pobres, 8,5%.
Na média nacional, os 10% mais ricos ganhavam 17,6 vezes mais que os 40% mais pobres, ou R$ 6.629 contra R$ 376 (renda do trabalho e outros, incluindo programas sociais). A Região Nordeste é que apresenta a maior desigualdade, 20,6 vezes, ou R$ 4.544 contra R$ 221. Em seguida, vem a Região Norte, com uma diferença de 18,4 vezes, o Centro-Oeste, com 16,3 e o Sudeste com 11,4. A menor desigualdade foi da Região Sul, onde os mais ricos ganhavam 11,4 vezes mais que os mais pobres.
E a desigualdade entre brancos e pretos e pardos diminuiu um pouco. Os pretos ou pardos representavam 75,2% das pessoas com os 10% menores rendimentos em 2017, contra 75,4% em 2016. Na classe dos 10% com os maiores rendimentos, a participação de pretos ou pardos aumentou de 24,7% em 2016, para 26,3% em 2017.
Porém a situação não parece ser tão desesperadora, a pesquisa do IBGE calculou que para o país eliminar a pobreza extrema precisaria investir cerca de R$ 1,2 bilhão por mês. Já com R$ 10,2 bilhões mensais, seria possível erradicar toda a pobreza do país. Fazível, além de alimentar o PIB.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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