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“Pessoas feridas, ferem pessoas; pessoas curadas, curam pessoas; pessoas amargas, amargam pessoas”
Como um raciocínio que expressa causa e efeito de um sujeito em ação, esta frase evidencia bem a dimensão coletiva dos nossos atos. Em outras palavras, ela mostra o quanto nossas singulares ações interferem na vida dos outros. O quanto o nosso modo de ser ou agir atinge as pessoas que participam da nossa vida.
Isso tem consequências maiores quando se trata de alguém que representa ou conduz um grupo maior de pessoas através de encargos ou funções. Desde um simples membro de uma família até um alto encargo na sociedade.
Vale dizer que o nosso modo de agir é contagiante. Isto significa dizer que nossos atos são tocantes, envolventes, contagiosos. Pensando assim, entende-se então que eles já não são somente nossos: prosseguem por meio daqueles que foram contagiados por nós. É por isso que é valida a expressão que diz que toda e qualquer mudança deve começar a partir do sujeito. Ou ainda aquela outra famosa ao dizer que as palavras convencem, mas o testemunho arrasta multidões. O que seria o testemunho senão aquilo que nós cremos transformados em atitudes concretas e contagiantes?
Portanto, se queremos um bom pai, sejamos bons filhos; um bom prefeito, sejamos bons munícipes; um bom padre, sejamos bons fiéis; e assim por diante. E veremos no final que se não conseguimos transformar o mundo ao menos fomos transformados por ele, porque este também nos envolve, nos contagia.
Pe. Ronaldo Miguel
Mestrando em Roma