Ir para o conteúdo

sexta-feira, 03 de novembro de 2017

Artigos

Perseguição religiosa no mundo piorou nos últimos 2 anos

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) apresentou recentemente em Roma (Itália) o documento intitulado “Perseguidos e esquecidos. Relatório sobre os cristãos oprimidos devido a sua fé entre 2015 e 2017”, o qual revela um aumento da perseguição religiosa nos últimos anos.
Segundo explicam, no período examinado (agosto de 2015 e julho de 2017), os cristãos foram vítimas do fundamentalismo, do nacionalismo religioso e dos regimes totalitários.
Este estudo examina profundamente a realidade de alguns países nos quais a falta de liberdade religiosa dos cristãos é mais intensa; ao contrário de outros relatórios realizados também pela ACN, mas com uma visão global.
Os países analisados foram: Iraque, Síria, Egito, Nigéria, Índia, Paquistão, China, Coreia do Norte, Eritreia, Turquia, Arábia Saudita, Irã e Sudão.
Embora no relatório anterior (2013-2015) já tinha sido registrado que a situação havia piorado este documento demonstra que a violência contra os cristãos aumentou ainda mais.
“Entre 2015 e 2017, os cristãos sofreram crimes contra a humanidade: alguns foram enforcados ou crucificados, algumas mulheres violadas e sequestradas, e inclusive outras desapareceram para sempre”, sublinham.
Em abordagem por países, na Arábia Saudita e na Coreia do Norte “a situação era tão dramática que não é possível piorar ainda mais”, afirmam nas conclusões do relatório.
Segundo explicam, a Coreia do Norte é o país onde existe “a perseguição mais perversa e as crueldades indescritíveis contra os cristãos, como a falta de alimentos, o aborto forçado”. “Também foram registrados casos de fiéis amarrados nas cruzes e queimados, assim como outros esmagados por compressores a vapor”, asseguram.
Por sua parte, o presidente da China descreveu o cristianismo como “uma infiltração estrangeira” e por isso aumentou a hostilidade contra as comunidades cristãs que são acusadas de resistir ao controle do governo. Por isso, na China muitas cruzes foram removidas e foram destruídos edifícios religiosos cristãos, inclusive as autoridades locais proibiram em algumas áreas as árvores de Natal e os cartões com motivos cristãos.
 
Fonte: ACI Digital
 

Compartilhe: