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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Artigos

Pensar “2015 e além”

É imprescindível que aprendamos a vislumbrar de forma equilibrada os fatos lá na frente. Se assim não fizermos, o prejuízo, espiritual ou material, pode nos surpreender depois. Seja no que diz respeito às questões individuais ou às do interesse das comunidades.
Um ponto importante, que costumo ressaltar à minha equipe de trabalho, pode ser resumido a uma frase. Aliás, já até comentei aqui com vocês em outra oportunidade: administrar é chegar antes.
Instrutivas lições sobre fazer um bom planejamento ou prever com acerto as consequências futuras de nossas escolhas encontram-se também no Evangelho de Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, universal. Por exemplo, o Divino Estadista, de forma didática, nos relatos de Lucas, 14:28 a 30, ajuíza: “Qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar”.
Portanto, é sob essa consciência e rogando a iluminação de Deus que pautamos as contribuições que levamos à ONU. Agora mesmo esse organismo internacional está convidando sociedade civil e ativistas de todo o mundo para pensar “2015 e além”. Entre os dias 27 e 29 de agosto, ocorreu a 65ª Conferência Anual de ONGs do Departamento de Informação Pública (DPI) das Nações Unidas, em sua sede, em Nova York/EUA.
O encontro visou redigir uma “Agenda de Ação” que mobilize as negociações das metas de desenvolvimento pós-2015. A sociedade civil, redes internacionais e ativistas discutiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que substituirão os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), cujo prazo é 2015, e um novo acordo climático que tomará o lugar do Protocolo de Kyoto.
Nesse contexto, no dia 29, a Legião da Boa Vontade (LBV) coordenou um painel temático que refletiu e trouxe recomendações para cooperar na construção de políticas públicas internacionais. Debatemos o tema “Educando Cidadãos Sustentáveis — Melhores práticas do Brasil da Rio+20”.
Danilo Parmegiani, representante da LBV na ONU, seguindo as diretrizes que temos alinhavado, destaca: “E se o progresso sustentável puder ser acelerado? Uma maneira de fazer isso é pelo caminho do empoderamento, da capacitação de cada indivíduo do planeta para agir como agente na formação de sociedades sustentáveis   e solidárias”.
Exato! E devemos priorizar o papel da Educação com Espiritualidade Ecumênica como solução transversal e essencial para cumprir toda a Agenda de Desenvolvimento Global da ONU. Desse modo, pensaremos “2015 e além” inspirados pelo Além, ou seja, o Céu, o Mundo Espiritual Superior, onde começa o governo da Terra.
 
José de Paiva Netto — Jornalista
www.boavontade.com

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