sexta-feira, 27 de novembro de 2020

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Papa Francisco revela o motivo de não ter aprovado que homens casados virassem padres na Amazônia

Após o Sínodo da Amazônia, que aconteceu em outubro de 2019, muitos especulavam sobre uma possível liberação para que homens casados pudessem ser ordenados, por falta de mais padres na região. Muitos foram contra, outros a favor… Até que neste ano o Papa Francisco divulgou a Exortação Apostólica “Querida Amazônia” e a proposta foi rejeitada.
Em entrevista ao jornal italiano La Civiltà Cattolica, o Santo Padre disse que “houve uma discussão, uma discussão rica, uma discussão bem fundamentada, mas nenhum discernimento, o que é diferente de chegar a uma boa justificação ou uma maioria relativa“.
Na ocasião, a medida recebeu 128 votos a favor e 41 contra. Mas mesmo assim, o Papa Francisco explicou: “Devemos compreender que o Sínodo é mais do que um parlamento, e neste caso específico não podia escapar a esta dinâmica. Sobre o argumento, foi um parlamento rico, produtivo, inclusivo e necessário, mas não mais do que isso“. E disse ainda: “Para mim isto foi decisivo no discernimento final, quando pensei em como fazer a Exortação“.
Sobre os debates, o Santo Padre falou que “uma das riquezas e a originalidade da pedagogia sinodal está em sair da lógica parlamentarista para aprender a escutar, em comunidade, o que o Espírito diz à Igreja, por isto proponho sempre calar logo depois de um certo número de intervenções“.
“Caminhar juntos significa dedicar tempo a uma escuta honesta, capaz de nos revelar e desmascarar (ou ao menos ser sinceros) à aparente pureza de nossas posições e nos ajudar a discernir o trigo que – até a Parusia – cresce sempre em meio à erva má. Quem não enxerga esta visão evangélica da realidade se expõe a uma conversão amarga.”
E resumiu de forma bonita e certeira: “Que sentido teria uma assembleia sinodal que não fosse para escutar juntos o que o Espírito diz à Igreja?“.
Fonte: ChurchPOP

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