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domingo, 02 de fevereiro de 2014

Artigos

PALAVRAS QUE SALVAM

Bom Dia Barretos. 
Cada dia que passa, fico cada vez mais assustado, com a agressividade que está a permear a sociedade moderna. O diálogo esta desaparecendo e sendo gradativamente substituído por agressões mútuas ou um mutismo que assusta. Casais não encontram mais tempo para conversar, os jovens nas baladas ficam entorpecidos pela altura do som estridente que impede qualquer conversa. Por outro lado, um medo não explicado tem levado pessoas a não mais externarem seus sentimentos. 
Se os homens soubessem o poder das palavras, tenho plena certeza de que nosso mundo seria muito melhor. Infelizmente, hoje em dia não se tem mais tempo para ouvir as pessoas e muito menos para, as ouvindo, dirigir-lhes palavras que possam refletir o sentimento de amizade, de respeito, de carinho ou o amor que por elas nutrimos. Os problemas diários que  enfrentamos, as dificuldades econômicas que muitas vezes atravessamos, os possíveis problemas de relacionamento no trabalho não podem nos conduzir a encarar a vida como um fardo a ser carregado, deixando-nos acometidos da pior doença que pode existir, que é a indiferença. A vida exige entusiasmo, alegria, sonhos, e tudo isso se externa por vibração. Nada se consegue com a prostração ou com a indiferença predominando nos relacionamentos humanos. 
O que estou a dizer fica escancarado na história relatada por um médico que atendia uma clientela diferenciada. Conta o referido médico, que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e levada às pressas para o hospital. Operada de emergência, necessitou de antibióticos e transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde. O médico, um tanto preocupado, e a fim de sugestioná-la, disse-lhe: – Pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e para o seu marido. Ela respondeu sem entusiasmo: – O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não precisa de ninguém. Sempre diz isso. Naquela noite, o médico relatou para o esposo que a mulher dele não queria ficar curada. Ela estava sofrendo de profunda carência afetiva, que estava comprometendo a sua cura. A resposta do marido foi curta, mas precisa: – Ela tem de ficar boa. Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela. Deitados lado a lado, enquanto o sangue fluía dele para as veias de sua esposa, aconteceu algo imprevisível. O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse à esposa: – Querida, vou fazer você ficar boa. – Por quê? Perguntou ela sem abrir os olhos. Porque você representa muito para mim. Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele e disse: – Você nunca me disse isso. – Estou dizendo agora, respondeu. Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura de sua esposa. – Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. 
As palavras de carinho fizeram a diferença entre a vida e a morte. Bem meus irmãos sempre é assim, desde que o mundo é mundo, só que  muitas vezes pruridos de vaidade, egos feridos ou desencanto com a vida leva as pessoas a ficarem cada vez mais introvertidas perturbando a comunicação. Estamos começando um novo mês, que tal aproveitarmos a deixa para começarmos também a mudar nossa maneira de ser, nos tornando mais afetivos e permitindo que as nossas palavras possam se tornar bálsamo a minorar a dor dos angustiados resgatando sentimentos nobres, muitas vezes adormecidos. Pense nisso e um feliz final de semana.
BOM DIA BARRETOS.

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