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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Artigos

Pacificação

Creio que estamos passando por um período, onde o mais importante é a pacificação da sociedade brasileira. E cabe aos vencedores propor e tomar medidas para tal. Pena, que não é o que estamos constatando no dia a dia. Pelo contrário, medidas que vão aumentando a tensão e aprofundando as divergências vem sendo praticadas. Saímos de uma eleição com a sociedade brasileira dividida tornando o país de difícil governabilidade a não ser que se pratique uma profunda pacificação. As últimas medidas com prisão em massa, não respeitando idosos e crianças, recolhendo todos em praças esportivas, sem privacidade, e depois em presídios praticamente sem ter a quem recorrer, agrava em muito o sentimento de beligerância. A hora é de agir com prudência e sensibilidade. Deixar a poeira assentar, tomar as decisões amadurecidas e buscar um mínimo de entendimento dentro da legalidade. Houve exageros, mas também erros de lado a lado. Buscar os culpados e puni-los dentro da lei é necessário, mas medidas autoritárias sem respaldo legal, cria uma efervescência que acaba por gerar desconforto governamental. É hora de deixar o fígado de lado e tomar medidas racionais que ajudam a desnuviar o horizonte. 1200 presos políticos agrava o sentimento revanchista de lado a lado e não contribui para a normalidade administrativa. É hora de repensar a estratégia, sem perder o controle da situação. Começar liberando idosos e crianças já seria um bom inicio e uma demonstração de equilíbrio e busca do entendimento. Deixem para punir quem realmente praticou as barbaridades, e claro que não foram crianças e idosos. Deixem a Justiça voltar a funcionar em sua plenitude, com decisões em primeiro grau, recursos em segundo grau e depois recursos ao STJ. Não se pode continuar com uma única pessoa acusando, julgando e prolatando a sentença ao arrepio da Constituição. Vamos dar oportunidade para que o país volte à normalidade. Dos empresários voltarem a investir, gerar novos empregos e voltarmos a respirar. Agora é também hora de oração, pedir a Deus que olhe pelos desassistidos, enquanto a normalidade não vem. Bom dia, Barretos.

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