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Os sintomas doentios da nossa sociedade hoje
II PARTE – OS SINTOMAS
Em toda consulta, começamos a conversa apresentando ao médico os sintomas que identificamos em nós mesmos e que nos levaram a procurá-lo. Nossa adoecida sociedade apresenta inúmeros sintomas:
- Estamos transformando o diferente, o divergente e o oponente em inimigos para podermos dar azo ao nosso desejo de eliminá-los;
- Impera entre nós a intolerância;
- Nas redes sociais, temos divulgado mensagens discriminatórias e intolerantes e praticado o cancelamento;
- Na vida real (não digital), aumenta a violência, o ódio, o homicídio e as guerras;
- O diálogo é cada vez mais raro e escasso;
- As famílias se dividiram, romperam relações por razões ideológicas; Ao completar 60 anos em âmbito nacional, a Campanha da Fraternidade faz um diagnóstico da nossa sociedade enferma e, à luz da Palavra de Deus e do magistério eclesial, constata que sofremos de grave “alterofobia”, causada por um “hiperindividualismo”. Para o tratamento, o papa Francisco já nos indicou o remédio: “fraternidade e amizade social”. O presente artigo é um guia de leitura para o Texto-base da CF-2024.
- As comunidades estão em conflito, defendendo opostos em nome do mesmo Evangelho;
- O rancor, a inimizade, o afastamento das pessoas crescem vertiginosamente;
- Por razões etnorraciais, pratica-se o racismo;
- Por razões sociais, a aporofobia (aversão a pobres);
- Por razões sexuais, o feminicídio e a eliminação das pessoas que vivem uma
orientação sexual diversa da nossa;
- Por motivos políticos, abandona-se o bem comum (do todo) e prioriza-se a parte, minha parte, a parte com a qual me identifico sem consciência crítica;
- Por motivos religiosos, difama-se, persegue-se, calunia-se, destrói-se, mata-se;
- Os interesses valem mais que os valores;
- O outro se tornou mercadoria;
- Julgamentos precipitados, rejeição gratuita, ódio desmedido, combate a pessoas por causa de suas ideias e propostas e banalização da morte tornam-se corriqueiros;
- Falta compromisso com a verdade, em nome de interesses individuais ou de grupo (fake news) ;
- Creches e escolas são atacadas por pessoas armadas;
- A violência é normalizada, como a posse de armas e o incentivo ao armamento;
- Além de assédio moral e sexual, constata-se aberta defesa do aborto, devastação
ambiental, bullying, intolerância religiosa, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, apologia ao armamentismo, situações análogas ao trabalho escravo, discurso de ódio, corrupção e fome;
- Há uma “globalização da indiferença” (EG 54);
- Há uma crise de pertencimento que gera o fenômeno do identitarismo;
- Nossa sociedade está dividida, é desigual e excludente (Revista “Vida Pastoral, Paulus, n. 355 – amanhã: III PARTE, A CAUSA E O DIAGNÓSTICO).