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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Artigos

Os sapatos dos outros – sobre a empatia

Os países da língua inglesa usam um termo muito interessante para explicar sobre a empatia: colocar seus pés nos sapatos dos outros. Trata-se de um exercício difícil, num primeiro momento, mas, que depois de aprendido, torna-se grande aliado para melhorar as nossas relações com o próximo.
Essa técnica envolve a capacidade de suspender provisoriamente a insistência no próprio de vista, e encarar a situação a partir da perspectiva do outro. Significa imaginar qual seria a situação caso se estivesse no seu lugar, como se lidaria com o fato.
Isso ajuda a desenvolver uma conscientização dos sentimentos do outro e um respeito por eles, o que é um importante fator para redução dos conflitos e problemas nas relações.Só vestindo os sapatos do outro saberemos se ele é apertado ou não, se machuca aqui ou ali, e assim poderemos compreender e tomar atitudes mais eficazes para consolar e ajudar. 
Quem tem a habilidade da empatia consegue desenvolver a compaixão e estender as mãos para auxiliar. Para que alguém esteja apto a, verdadeiramente, consolar alguém, é indispensável ter a percepção ou mesmo a compreensão do que está sofrendo aquele que busca ou aguarda consolação.
Quem tem o comportamento empático, compreende melhor, e julga menos, ou julga com menos severidade. Quem usa a empatia entende as razões do outro e consegue suavizar o ódio, o rancor, o ressentimento, preparando-se melhor para o perdão.
A empatia ou falta dela pode determinar se um lar viverá em constante guerra ou harmonia. Os pais precisam da empatia na educação dos filhos, colocando-se em seu lugar constantemente – evitando as broncas desnecessárias, os comportamentos distanciadores e a falta de contato com as emoções das crianças.
Os filhos devem usar a empatia com os pais, percebendo e entendendo suas preocupações, suas dúvidas, suas inseguranças, e sua vontade de sempre acertar e de fazer o melhor para seus rebentos. A esposa precisa colocar-se no lugar do marido, o marido no lugar da esposa. Ambos precisam conhecer o mundo do outro, suas angústias, suas dificuldades e o que lhe dá alegria.
Puxa … Que dia terrível você teve hoje! Vou tentar ajuda-lo fazendo uma comidinha bem gostosa para nós dois. Assim esquecemos um pouco dos problemas. Eis o exemplo de um gesto simples, mas precioso, de empatia. Ainda outro: Que trabalheira você tem em casa, meu amor… Acho que você precisa sair um pouco para espairecer, não é? Vamos só nós dois para jantar?
A criatividade voltada para o bem nos dará tantas e tantas ideias de como realizar esse processo empático, indispensável para a sobrevivência dos lares. Se desejamos harmonia e melhoria nas relações, temos que passar pela empatia, indubitavelmente.
Experimentemos usar o sapato do outro. Experimentemos o mundo a partir do ponto de vista do outro. Saiamos do egocentrismo destruidor ainda hoje. Empatia… Sempre. 
 
(autor desconhecido)

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