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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

OS PROFESSORES E PROFESSORAS, SABEM!

A história mostra as transformações sociais. Os ciclos históricos são longos e um século é um tempo social no qual as duas classes sociais vigentes no Brasil, em constantes conflitos, se enfrentam, uma para oprimir e a outra para não ser oprimida, no trabalho, que é condição de realização e de vida humana, produzindo mudanças.
Quando a classe social que vive do trabalho sofre muito com os salários baixos, ocasionados pelo desemprego, entre outros fatores, acontecem sofrimentos e revoltas e várias delas fazem surgir as “revoluções” que impedem o avanço da classe opressora.
Para evitar que os trabalhadores (as) infinitamente mais numerosos na sociedade se rebelem contra a injustiça social, são criadas pela classe social opressora, instituições, histórias e ficções para os “distrair”.
Ao invés de enfrentarem a realidade, a exploração, a classe que vive do trabalho fica se ocupando de “personagens bizarros”, acreditando em explicações simplistas e irreais, tais como as que os problemas sociopolíticos e econômicos decorram da vingança de Deus ou do vírus, contra a humanidade.
Por outro lado, e ao mesmo tempo, a Educação e as ciências humanas/sociais mostram cientificamente toda sorte de “camuflagens” contra a classe dos que vivem do trabalho. Isso está escrito nos bons livros, dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos científicos e se constitui conhecimento historicamente acumulado e que deve ser transmitido na escola para as novas gerações.
Também, está na história do pensamento filosófico e artístico e na ciência política, que a Educação pode alienar ou libertar as pessoas da classe oprimida, no trabalho e, consequentemente, na vida social como um todo, porque é o trabalho que permite ou não a mobilidade social do cidadão (ã).
Se os trabalhadores (as) forem bem-educados (as) e souberem da realidade social, para além da superficialidade midiática, terão ótimas chances de mudar o rumo da história.
Mas, para que isso não ocorra, não à toa, os (as) alunos (as) das escolas públicas, historicamente tem sido levados (as) a desistirem de estudar e não seguirem, após a Educação Básica para o nível superior. São “estimulados” a irem para o mercado de trabalho, para ganharem salários baixos e comporem um grande “exército de reserva”, que manterá os salários cada vez piores, para a classe que vive do trabalho e assim aumentar o lucro da classe que vive do trabalho da outra classe. Esses (as) jovens tem e terão uma vida muito precária, sofrida, indigna e curta e seus descendentes também.
A formação de professores (as) também é alvo da classe opressora quando esta, interfere na educação brasileira, via Ministério da Educação e Conselho Nacional de Educação por exemplo, que são instâncias que “implementam” políticas públicas desastrosas que concebem cursos superiores rápidos e superficiais. Currículos fracos e professores com conhecimentos rasos fazem parte das estratégias para manutenção do status quo, ou seja, para que os de cima subam e os de baixo desçam.
Por outro lado, contraditoriamente, como também mostra a história, muitos professores e professoras são bem qualificados (as) e sabem o que está acontecendo na história da sociedade e, por isso, são combatidos (as) de várias formas, sobretudo, com salários baixos e desanimadoras políticas públicas educacionais, econômicas, de saúde de segurança, etc. que derrubam a vida social e, a escola, microcosmo social se torna caótica.
Mas, ainda assim, também se vê na história, que a profissão de professor (a) tem valor social para os que valorizam e preservam a ética e a Vida e segue soerguendo-se de ciclo em ciclo, no contexto democrático e também porque – uma grande verdade precisa ser dita: os professores (as) SABEM! E o saber é um “capital cada vez mais raro” que quando bem utilizado, se torna ainda mais valioso porque qualifica a vida social. O saber salva muitas crianças e jovens na sociedade de classes.
Então, neste dia, aos professores (as) que lutam, com e para o conhecimento, pela vida digna, para que as crianças e jovens brasileiros (as) não sejam explorados (as) e injustiçados (as) em seu tempo de existência, meus mais sinceros, PARABÉNS!
Não por esse dia apenas, mas como dizia minha amada mãe, por TODOS OS DIAS, porque o dia dos (as) professores (as) é todos os dias, nos quais a intervenção educacional intensa repercute positivamente na vida social, para que homens e mulheres se tornem humanos (as) e conscientes de seu papel social e político, para que a justiça social seja buscada e alcançada por cidadãos (ãs) civilizados (as), ao longo da história da humanidade.

Viva a profissão de professor (a), que consegue mesmo com muitas dificuldades dignificar a história da humanidade!“Alea jacta est”…

 

 

Profa. Dra. Luciene
Ferreira da Silva

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