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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Artigos

Os mitos do medo

O conhecimento de Jesus Cristo, sua vida e mensagem de salvação, conduz à Fé. Fé que transforma aquele que crê, em cristão; Ou seja, a pessoa que decidiu assumir um tipo de vida conforme as exigências dos ensinamentos de Jesus.
Para isso, de acontecer uma conversão, uma mudança profunda no modo de pensar, na aceitação dos acontecimentos, no julgamento dos fatos, e nas atitudes a tomar com relação aos outros e a si próprio. Quem não proceder assim não é cristão coisa nenhuma.
A autenticidade ou verdade na vivencia cristã produz segurança. Cria um sentido de liberdade e faz com que a pessoa atue sem medo interior e exterior. Quando falta esta coerência de vida com o evangelho, essa autenticidade, surge o medo, o maior fabricante de mitos.
Surgindo o medo, a pessoa torna-se insegura, e vacila entre o valor da Fé em Deus e “poder” da criatura, da coisa, do objeto: o mito. Ou então, mais insegura ainda, atribui ao mito o poder de Deus.
Quando não há, então, um crescimento espiritual do cristão, um conhecimento e vivencia verdadeira da mensagem de Cristo, os homens vão aos poucos se distanciando de sua religião, aceitando o medo e criam os seus mitos.
Cristo institui sempre na confiança no Pai, que cuida até dos passarinhos e das flores do campo, quanto mais dos seus filhos. Não tenhais medo, insista, tendes um Pai que está no céu e que cuida de nós. “Confiai em mim”…
Tudo bem, disso quase todo mundo já ouviu falar, mas os cristãos da desconfiança, da falta de Fé e conhecimento do seu Cristo vivem à cata de mitos para sua defesa: amuletos, figas, rezas fortes, cordões, correntes, fitinhas, defumações, horóscopos, passes, colares de miçangas e sementes, patuás, orações poderosas, cruzes de diversos feitios, pirâmides, duendes (tem gente que está dando até maças e flores aos duendes de gesso…!) e outros tantos inventos que a imaginação comercial vai criando para vender aos consumidores do mito pelo medo. Um cristão verdadeiro, sem medo nem mito, faz sua prece a Deus com simplicidade de palavras pede aos seus irmãos do céu a intercessão junto do Pai; recorre a Maria, mãe de Jesus, com a confiança de filho; com a disponibilidade possível procura os sacramentos que o Senhor deixou; e mais do que tudo tem certeza de que com o Cristo/Deus no seu coração não há razão para medo e muito menos motivo para acreditar em mitos.

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