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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Artigos

Os impactos da oração no cérebro comprovados pela ciência

A oração é uma prática milenar, estimulada por diversas religiões como uma forma de contato direto com Deus, a técnica, além da religião, também pode ser benéfica para o cérebro, como comprovam alguns estudos.

Desde acalmar a mente, regular emoções, melhora de foco e atenção à liberação de neurotransmissores do bem-estar, os efeitos da oração tem sido cada vez mais explorados pela ciência.

Durante a oração há uma ativação de regiões específicas, como o córtex pré-frontal medial e o córtex cingulado posterior e anterior, partes normalmente relacionadas à autorreflexão, mas com ligações também com a empatia. Além disso, ela também ajuda a reduzir a atividade da amígdala, região relacionado ao estresse e questões emocionais.

O ato de orar também ajuda na liberação de neurotransmissores relacionados com o prazer e bem-estar geral, como endorfina e dopamina, o que explica a sensação de paz trazida pela oração, o que ajuda na redução do estresse e ansiedade

Pelo termo oração ser muito vago, podendo abranger desde pedidos e autoreflexões, a mantras e meditações, os efeitos podem variar de pessoa para pessoa, mas em geral, há indicações de que eles sejam positivos para a saúde mental e emocional.

O estudo apontou benefícios desse tipo de prática relacionados à insônia, depressão, estresse, e até a percepção da dor. Também foi indicada a redução da frequência cardíaca durante a prática, além da prevenção de burnout em profissões estressantes e revelou uma relação entre os benefícios e alterações cerebrais funcionais ocorridas a partir de 3 meses de prática.

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é Pós PhD em Neurociências eleito membro da Sigma Xi, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, membro da Royal Society of Biology no Reino Unido

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