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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Artigos

Os dois reinos

Poderíamos tranquilamente dizer que existe no mundo dois grupos de pessoas: a maioria que decidiu viver em função das coisas materiais, voltados para o reino mais “real”, mais do aqui e agora -, presos ao reino dos homens; e outro grupo, que decidiu viver pelo reino de Deus, de muita promessa, muita esperança, muito para lá e para além.
O grupo que adere ao reino dos homens, vê na pobreza um castigo, na mansidão, uma santa ingenuidade; vê no sofrimento – apenas fatalidade; na justiça, um negócio que incomoda, vê na misericórdia, – uma besteira sem tamanho; na pureza de coração, uma coisa impossível; vê ainda na paz e no perdão, um instrumento de engano dos padres; no insulto e na calúnia, motivo para pagar na mesma moeda: “olho por olho, dente por dente”.
O grupo que adere ao reino de Deus, luta contra a pobreza, mas não se angustia diante dela; responde às ofensas com um coração simples; sente no sofrimento a sua purificação; vê na injustiça um desafio, e luta contra ela; percebe a misericórdia como necessária para a comunhão entre os homens; faz da pureza de coração, a arma para vencer a malícia; constrói a paz sobre o perdão; ao insulto, responde com um sorriso; a calúnia, com um aperto de mão.
Identificamos o grupo voltado para o reino dos homens, quando percebemos que para eles tudo é válido para conseguir o dinheiro, a fama e o poder.
Identificamos, com mais dificuldades, o grupo voltado para o reino de Deus, quando convivemos com eles, quando os ouvimos falar, quando vemos como vivem e como amam.
E nós, a que grupo pertencemos?

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