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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

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Os apóstolos estavam empolgados e confusos

Quando, em Cesareia de Filipe, nordeste da Galileia além Jordão, Jesus perguntou aos apóstolos o que as pessoas estavam dizendo dele, houve várias respostas mostrando a confusão das multidões em relação a ele. Porque Jesus arrastava mesmo multidões atrás de si, que vinham de todos os lugares, até distantes, em busca mais de cura para suas doenças do que propriamente para ouvir seus ensinamentos. Afinal, já fazia uns trezentos anos que não aparecia profetas em Israel, e ultimamente surgiram dois: João, o que batizava, e agora Jesus, poderoso e milagreiro.
Também não era pra menos: esse homem demonstrava cabalmente que Deus estava com ele, em vista das prodigiosas curas que realizava, inacreditáveis de tão surpreendentes. E tudo instantâneo. Jesus não dizia que era pelo poder de Deus que curava assim… Ele curava por si mesmo, por sua própria força e poder, sem invocar ninguém. Até quem tocava em sua roupa, com fé, tinha sua saúde restabelecida. Ressuscitava mortos, extinguia lepras, levantava paralíticos… cegos, surdos e mudos… voltavam a ver, ouvir e falar na hora… acalmou tempestades, multiplicou pães para multidões, andou sobre as águas do Mar de Genesaré… auxiliava a pesca de seus discípulos com abundância de peixes, e muitos e muitos outros atos mais.
Com tal poder assim, Pedro e os apóstolos criam que ele era o prometido de Deus, o Messias que iria restabelecer o Reino de Israel, na ocasião dominado pelo império romano. Aliás, todos estavam interessados neste reino humano, onde teriam cargos, honra e poder. Viam em Jesus um político enviado por Deus para salvá-los do domínio estrangeiro.
Por isso levavam um susto cada vez que Jesus dizia que ele estava indo mesmo para Jerusalém, mas não para um momento de glória e vitórias (humanas). Pelo contrário, informava que lá ele seria preso, torturado e morto, acusado de tentativa de golpe de estado. E até Pedro, o líder dos seus demais colegas acompanhantes do Mestre, foi tachado de “satanás”, que significa “adversário”, por querer atrapalhar o projeto divino. Na verdade, os apóstolos ainda não estavam entendendo nada. Depois, viram a paixão e morte de Jesus como um verdadeiro fracasso.

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