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Os 39 anos da ABC
Caros leitores
Estamos orgulhosos e felizes por chegarmos aos 39 anos de fundação dessa sublime instituição, denominada ‘ABC – Academia Barretense de Cultura’.
Permita-nos falar dessa entidade cultural barretense, que fomenta os afazeres culturais de nossa cidade, através de eventos próprios e das habilidades de seus acadêmicos e acadêmicas, que tanto nos orgulham, A ABC é forte, porque seus membros são fortes e, que, neste momento, no pós-pandemia, será o diferencial, numa sociedade castigada pelas incertezas. Portanto, comemoremos com alegria e descontração!
Apesar das mudanças de comportamento social, cultural e moral, quando a sociedade vê-se ameaçada através da degradação dos costumes, cumprindo-nos resistir à subversão de valores. A ABC viveu os últimos anos do século XX e entrou no século XXI, sempre na vanguarda dos acontecimentos culturais dessa ‘chãopretana’ terra, ao acreditar no poder transformador que a cultura oferece, dedicada a um povo inteligente e sensível.
A ABC, atualmente, presidida pela acadêmica Aparecida Rosa Moro Carneiro, teve como seu primeiro mandatário o dr. Jurandyr Sousa. Sua fundação deu-se na Biblioteca Municipal “Afonso d’Escragnolle Taunay”, por vinte personalidades de diversas áreas culturais da cidade de Barretos, com a previsão de abrigar em seu quadro 40 membros, distribuídos em ‘Cadeiras’, as quais foram preenchidas paulatinamente. As cadeiras possuem ‘patronos’, ligados à cultura da cidade em todos os tempos.
A Academia, então, começou a trilhar o seu caminho, naquele longínquo 1º de maio de 1983, com os propósitos expressos de cultivar a língua nacional e promover o desenvolvimento das artes e ciências. Sua trajetória é marcada por atuações e obras que visam a transformação social, através do convívio e do entusiasmo pelas atividades culturais, tais como: palestras; representações teatrais; debates; pesquisas históricas; encontros literários; saraus; exibições de filmes e debates; espetáculos musicais; lançamentos de livros, especialmente coletâneas, reunindo em suas páginas autores veteranos e iniciantes; sessões de autógrafos; exposições de artes individuais ou coletivas; encontros filosóficos; Concurso Nacional de Contos “Prêmio Jorge Andrade”, instituído em 1984, três dias após o falecimento de Jorge Andrade, dramaturgo brasileiro, nascido em Barretos, atualmente em sua XVIII edição; Coletâneas de Contos do “Prêmio Jorge Andrade”, com previsão de lançamento da 7ª coletânea, ainda este mês; homenagens, com as outorgas dos Diplomas “Amigo da Cultura” e “Acadêmico do Ano”; tendo, em todos os seus eventos, as participações cordiais de seus membros em parceria com a sociedade, num congraçamento e enriquecimento cultural.
Desde seu alvorecer fincou raízes fortes em nossa cidade, cujos membros são chamados de ‘imortais’, diletos confrades e confreiras, que são os pilares de sustentação: poetas, prosadores, jornalistas, radialistas, músicos, artistas plásticos, professores, artesãos, cartunistas, pesquisadores, historiadores, atores e atrizes, pensadores, todos, atuantes e persistentes, onde são vozes em prol da cultura e ao tão marginalizado processo cultural, cujos esforços são fatores de importância, nessa árdua luta em favor do saber e do fazer, porém, sempre utilizando o bom senso.
À medida que o tempo foi passando, muitos membros foram morar na “Casa do Pai”, cuja saudade nos aperta o coração. A todos o nosso preito de admiração.
Por outro lado, há poucos dias recebemos de braços abertos quatro novos membros, que, com certeza, vieram para somar, ao trazerem consigo novas ideias, experiências e tendências, ao mesmo tempo dando-lhes incentivos às suas notórias aspirações.
Todavia, a sociedade vive céleres dias, novas tecnologias são incorporadas dia a dia. É essencial que haja modernização, porém, não podemos perder o foco: o ser humano como protagonista.
O nosso desejo é a união de forças em prol da cultura e, que, a ABC e seus membros propaguem por toda a comunidade os saberes inerentes a cada um.
José Antonio Merenda
Escritor, historiador e membro
da Academia Barretense de Cultura
(ABC) – Cadeira nº 29