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segunda-feira, 17 de junho de 2024

Artigos

“Onde está o Rei dos Judeus, que acaba de nascer? Viemos adorá-lo”.

Se tem um tirano que levou um baita susto, foi esse Herodes, chamado O Grande, mas na verdade um grande déspota, que assassinou até membros da própria família, e carrega o nome amaldiçoado de ter mandado matar inúmeras crianças e bebês, em sua insana perseguição ao menino Jesus. Narra o evangelista Mateus que, por ocasião da chegada dos magos do Oriente, não só ele, mas toda Jerusalém ficou perturbada, pois a notícia de “um novo rei” judaico mexia com as suas estruturas de poder.
No entanto, o que nos chama a atenção é esta presença de desconhecidos, vindos de longe, e a intenção deles: “Viemos adorá-lo”. E o fizeram de fato. Ao chegarem no local apontado pela estrela, encontraram o menino Deus. “Ajoelharam-se diante dele e o adoraram”. E se ofertaram a ele, com objetos simbólicos: ouro, incenso e mirra.
Adorar Jesus. Adorar o Santíssimo. Adorar seu Nome santo. Adorar seu Coração. Adorar suas chagas, seus ferimentos, seu preciosíssimo sangue, suas mãos, embevecer-se com os seus olhos misericordiosos, entregar-se a ele sem condições.
Quantos católicos perderam o sentido da Adoração a Jesus Salvador…
Em quase todas as igrejas e inúmeras capelas, geralmente tem um Sacrário, com Jesus ali presente, muitas vezes em Capelas do Santíssimo. Na maioria das paróquias há dias e horários específicos para Adoração. E em muitos desses momentos o Santíssimo fica exposto por horas, sem ninguém ali presente…
Entendemos, é claro, que os dias nos prendem em suas tarefas, e as preocupações terrenas, na luta por uma sobrevivência com o mínimo de dignidade, nos atam e não nos permitem comparecer nos horários determinados. E a correria diária é tão intensa que nem ao passar ao lado de uma igreja temos um tempo mínimo para ali entrar por um minuto, para adorar Jesus com um simples olhar.
Pode acontecer que até mesmo nas missas, após comungar e colocar o próprio Homem-Deus-Jesus em nosso corpo, sequer há um tempo de silêncio para uma profunda adoração ao Senhor que nos visita e entra em nossa vida. Ao invés, também apressadamente, procuramos lhe dirigir apenas diversos pedidos e súplicas por nossos interesses pessoais, familiares e profissionais, mas talvez só curtos agradecimentos sem quaisquer ofertas de contrapartida de trabalho e missão nas causas do Reino.
Urge que aprendamos a adorar Jesus. Não com olhos lacrimejantes a chorar as aflições temporais e dificuldades da vida, doenças e maus relacionamentos familiares e sociais, a implorar por curas e libertação (???). Mas adorá-lo por Ele ser aquilo que é, foi e será, por seu Amor infinito, por sua Misericórdia, pelo Dom da Vida, por ter sido salvo, e se oferecendo ao serviço dos irmãos e irmãs. Porque isto é de verdade amar e adorar a Deus.

Por: Diácono Lombardi

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