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domingo, 10 de julho de 2016

Artigos

O VIRUS DA IMPUNIDADE

Bom Dia Barretos. 
Estamos assistindo no Brasil de hoje o desfecho de um longo período de impunidade, onde o poder político-financeiro, falou mais alto que os direitos civis, legais e humanitários de nossa população. 
A impunidade criou raízes fortes e começou a se alastrar a partir da capital federal, com o Congresso Brasileiro, se transformando num grande balcão de negócios e com quadrilhas se compondo e se desfazendo ao sabor dos mais sórdidos interesses. 
As chantagens, as ameaças, e as promessas de denúncias, quando mesquinhos interesses não são contemplados, tornaram-se práticas corriqueiras. O exemplo, agora travestido de virus, se espalhou com uma velocidade inimaginável e logo contaminou governos estaduais e municipais, bem como suas secretarias.  
O banditismo de dirigentes corporativos, associados a empreiteiros gananciosos, passou a inspirar também os nossos marginais que foram se organizando, e praticando seus crimes com alta dose de virulência. O virus da corrupção contaminou também os nossos jovens e nossas crianças, que acabaram formando quadrilhas compostas só de marginais mirins, incentivados pela certeza de impunidade que lhes confere o Estatuto da Criança e do Adolescente. Delinquem, são abordados e levados às delegacias mais próximas, para em seguida saírem rindo dos policiais e retornarem à prática dos crimes. 
A insegurança e o medo passaram a aprisionar cidadãos de bem, dentro dos muros de suas residências, mas sem o poder de lhes garantir um mínimo de privacidade ou segurança. 
O desemprego crescente e as dificuldades financeiras que estamos atravessando, não podem justificar o aumento da criminalidade nem se transformarem em desculpas esfarrapadas, para o afloramento de condutas criminosas. O cidadão deve agir de acordo com a sua consciência e não balizando suas ações na maneira de agir dos fora da lei. 
Se, é verdade que o Estatuto da Criança e do Adolescente acaba estimulando o crime  do menor pela impunidade, não é menos verdade que a prisão dos ladrões, ditos de colarinho branco, seguida de sua soltura após as delações premiadas, também leva ao mesmo incentivo. Quando os policiais do Rio de Janeiro vão ao Galeão, Aeroporto Internacional, saudando os estrangeiros que aqui desembarcam com a frase: “Bem vindo ao inferno”, o que a população pode esperar? 
Mutatis mutandis, voltando para nossa querida Barretos, só podemos lamentar a insegurança que tomou conta de nossa cidade. O virus da insegurança, também por aqui, se espalhou rapidamente levando-nos a conviver com assaltos à mão armada, de transeuntes e de estabelecimentos comercias, em plena luz do dia, bem como, envolvimento de menores infratores em assaltos e no tráfico de drogas, o que tem contribuído para levar muitos barretenses aos consultórios de psiquiatras e psicólogos. 
De uma cidade pacata e ordeira, num perverso passe de mágica, passamos a uma cidade com altos índices de criminalidade. É hora de darmos um basta em tudo isto, pois queremos nossa segurança de volta.
Como não somos um País de desordeiros nem de justiceiros, estamos apelando às nossas autoridades para que tomem as medidas que forem necessárias a fim de devolverem a paz à família barretense.
 
BOM DIA BARRETOS. 

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