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O trabalho e a vida cristã
Não é de hoje que os homens sentem dificuldades para levar uma vida autenticamente cristã. Caminham durante algum tempo, bem; de repente caem intrepidamente, se arrebentam diante de uma tentação, por vezes tão frágil quanto eles. Com freqüência, ficam assim muito tempo e até chegam a gostar de estar longe de Deus, numa vida aparentemente mais fácil, até que… bem, deixa pra lá!
Pedro, o apóstolo negou três vezes o Mestre, depois chorou humildemente e pediu por suas faltas. Enquanto esperava a Ressurreição de Jesus, Pedro voltou a trabalhar na sua profissão de pescador, mas com o coração voltado para o senhor.
Essa atitude de Pedro nos ensina que o apostolado e a vida profissional se confundem, na vida daqueles que querem viver uma existência verdadeiramente cristã. Na pescaria, na oficina, no consultório, no táxi, na escola, empenhando-nos a trabalhar da melhor maneira possível, ao lado dos amigos e colegas e, servindo a todos para quem trabalhamos, poderemos ajudá-los a chegar a Cristo, se dermos testemunho de pessoas íntegras, amigas, amorosas em nossas atividades.
É normal o erro e a queda, mas à cada trombada com os obstáculos, a mão de Deus está sempre à nossa espera, também, como Pedro, o coração voltado para o Senhor.
O nosso trabalho de leigos, cristãos, comuns no mundo, normalmente diversificados, pois somos pais ou mães, filhos ou filhas, sogros ou sogras, dentistas ou pescadores, operários ou empresários, comerciários ou políticos, é um trabalho muito abençoado por Deus. Temos uma série enorme de responsabilidades em muitos setores enorme de responsabilidades em muitos setores e por tempo indeterminado, no ambientes e sociedades em que vivemos.
Não adianta nada falarmos de Cristo, escrevemos sobre Cristo e Sua mensagem, se em casa, no serviço, no lazer, não dermos exemplos de vida. Podemos cair, mas sempre seremos rápidos como Pedro, que depois de cair por três vezes, chorou, se arrependeu e partiu para a luta, para a sua atividade normal na vida.
Que nossos pecados não sejam, então, motivo para cedermos ao nosso propósito de viver sempre em busca do Bem, mas estímulos para nos erguermos com mais ânimo e disposição para essa caminhada de paz, pois contamos com a força de Deus.