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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Artigos

O testemunho de fé de monsenhor JonasAbib

Os 365 dias que deram vida ao ano de dois mil e vinte e dois pedem de nós uma satisfação em relação ás condições, formas, escolhas, decisões e caminhos através dos quais percorremos este espaço de tempo cronológico que compõe um ciclo. A este exercício disponível a todos, sobretudo, pelas vias da inteligência e da razão, somam-se outros elementos e recursos, a serem considerados, conforme os valores, referenciais, propósitos e sentido que dão tom, cor e sabor ao existir de cada pessoa.
Existe, porem, o grande risco, de que, inebriados pela ansiedade, em vista do novo tempo, ignoremos o exercício da importante e necessária avaliação acerca do ano que se encerra. Muitos evitam, propositalmente, este movimento por confundirem avaliação com julgamento. No sentido positivo, avaliar significa confrontar, saudavelmente, a forma como percorremos o caminho, tendo como medida nossas metas e propósitos existências e circunstanciais.
É importante e necessário, igualmente, percorrer este caminho, lançando olhar sobre a coletividade, tanto de maneira geral, enquanto humanidade, quanto de maneira particular, a partir dos contextos específicos nos quais estamos inseridos. Temos diante de nós a possibilidade de confrontar, saudavelmente, os caminhos percorridos ao longo do ano que se finda, considerando diversas direções, das quais destacamos, como dimensões estruturantes e fundamentais:
1. As verdades eternas: referenciais que são maiores que nós mesmos, aos quais aderimos livre, consciente e responsavelmente;
2. As verdades internas: como consentimos e buscamos que as verdades eternas, repercutam, ou não, dentro de nós e as formas através das quais as externamos pelas vias do pensar, do sentir, do falar e do agir;
3. As verdades relacionais: como assimilamos, ou não, as inter-relações em seus diversos nichos, do cosmos ás pessoas;
Estes elementos favorecem-nos avaliar o ano que se encerra sem nos perdermos no volume de informações, no supérfluo, nas manias e compulsões que nos engolem a ponto de perdemos, parcial ou totalmente, o senso da realidade.
O simples desejo não fará o ano ser verdadeiramente novo! Tenhamos a ousadia de percorrer o caminho do confronto saudável, dispondo-nos a estar melhor preparados, maduros e adequados á vivenciar um novo ciclo. Feliz avaliação!

 

 

 

Ivanaldo Mendonça
Padre, Pós-graduado em
Psicologia
ivanpsicol@hotmail.com

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