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O TEMPO DA MISERICÓRDIA
A Igreja celebra, neste domingo, desde o ano dois mil, por decisão de São João Paulo II, o Domingo da Divina Misericórdia. Trata-se de uma iniciativa para atender a um desejo expresso pelo próprio Jesus à Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa, para chamar toda a humanidade à confiança na sua misericórdia que é eterna!
Neste ano, a celebração da Divina Misericórdia assume um significado particular. Hoje, dar-se-á o anúncio oficial e solene do Ano Santo da Misericórdia pelo Papa Francisco, em Roma,cujo início ocorrerá no próximo dia 8 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição e 50º aniversário da conclusão do Concílio Ecumênico Vaticano II e, deverá concluir-se no dia 20 de novembro de 2016, solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo.
Na celebração da penitência que ocorreu na Basílica de São Pedro, no último dia 13 de março, segundo aniversário da eleição do Papa Francisco, ele declarou o porque desta decisão: “Estou certo de que toda a Igreja, que tem tanta necessidade de receber misericórdia, porque somos pecadores, poderá encontrar neste Jubileu a alegria para redescobrir e tornar fecunda a misericórdia de Deus, com a qual cada um de nós está chamado a dar conforto a todos os homens e mulheres do nosso tempo”.
Os jubileus na Igreja Católica ocorrem a cada 25 anos, sendo possível, em ocasiões especiais, serem convocados extraordinariamente, como fez o Papa Pio XI por ocasião do 19º Centenário da Redenção, e em 1983, o Papa João Paulo II quando do 1950º aniversário da Redenção. E agora o Papa Francisco, para comemorar os 50 anos da conclusão do Concílio Vaticano II.
A misericórdia é um tema muito apreciado pelo Papa Francisco. Já no seu primeiro Angelus, após a sua eleição como Bispo de Roma ele dizia: “Sentir misericórdia: esta palavra muda tudo. É o melhor que podemos sentir: muda o mundo. Um pouco de misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo. Precisamos compreender bem esta misericórdia de Deus, este Pai misericordioso que tem tanta paciência” (Angelus, 17-03-2013).
Vamos nos preparar para viver intensamente este tempo de graça e salvação – o Jubileu da Misericórdia – lembrando-nos que “Deus perdoa tudo, e Deus perdoa sempre. Não nos cansemos de pedir perdão” (Papa Francisco).
Dom Milton Kenan Júnior
Bispo de Barretos
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