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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Artigos

O Sínodo da Familia

Transcorre em Roma, desde o dia 4 de outubro até dia 25, o Sínodo da Familia, concluindo o que foi começado no ano passado. Trata-se de uma iniciativa muito importante, porque Francisco deseja ampliar a reflexão sobre os problemas atuais da família e proporaçõespastorais que permitam as pessoasnão apenas compreenderemmelhor o ensinamento da Igreja sobre o valor da família, mas principalmente em como vivermelhoresses valores num mundo cada vez mais plural e secularizado, impregnado da cultura do consumismo, do individualismo e, por issomesmo, da lógica do descartável. O papa procurououvir toda a Igreja, através de umquestionário que enviou a todas as paróquias e dioceses, buscando ouvir, acima de tudo, as pessoas. Dessa forma, quisobterinformações seguras, a partir da realidade, não apenas dos problemas existentes hoje, mas também das sugestões e propostas que permitam superar os desafiosatuais e reafirmar o valor da família.
  Nahomilia de abertura do Sínodo, no domingo, 4 de outubro, ele destacou  que “o paradoxodum mundo globalizado onde vemos tantas habitações de luxo e arranha-céus, mas o calor da casa e da família é cada vez menor; muitosprojectos ambiciosos, mas pouco tempo para viveraquilo que foi realizado; muitosmeios sofisticados de diversão, mas háumvazio cada vez mais profundo no coração; tantos prazeres, mas pouco amor; tanta liberdade, mas poucaautonomia… Aumenta cada vez mais o número das pessoas que se sentemsozinhas, e tambémdaquelas que se fecham no egoísmo, namelancolia, naviolênciadestrutiva e naescravidão do prazer e do deus-dinheiro.” É  uma crítica que o papa faz do individualismo, muitomais intensificada nos países desenvolvidos, e que criadificuldadesnarelacãocom as pessoas, no estabelecimentos de elos permanentes, de compromisso, de calor humano, que so podem ser vivenciados narealidade da família. E completa dizendo que “emcerto sentido, hoje vivemos a mesmaexperiência de Adão: tanto poder acompanhado por tanta solidão e vulnerabilidade; e íconedissomesmo é a família. Verifica-se cada vez menos seriedadeem levar por dianteumarelação sólida e fecunda de amor: nasaúde e nadoença, na riqueza e na pobreza, na boa e namásorte. Cada vez mais o amor duradouro, fiel, consciencioso, estável, fecundo é objeto de zombaria e olhado como se fosseumaantiguidade. Parece que as sociedades maisavançadassejam precisamente aquelas que têm a taxamaisbaixa de natalidade e a taxamaior de abortos, de divórcios, de suicídios e de poluição ambiental e social”.
  Comisso o papa chama a atenção para uma das causas que afetam tanto a família, suaestabilidade e significado, por isso propôs umaprofundamento da crise familiar da atualidade, para que os bispos e cardeaispossam dar umacontribuiçãoefetiva no combate daquilo que debilita a família e, comisso, buscar revigorar aquilo que poderá dar à famíliauma nova motivação e sustentação. Por isso ele lembrou que “a Igreja é chamada a vivera suamissãonaverdade que não se altera segundo as modas passageirasou as opiniões dominantes. A verdade que protege o homem e a humanidade das tentações da auto-referencialidade e de transformar o amor fecundo em egoísmo estéril, a união fiel emligaçõestemporárias.”  A família é a base da sociedade, não podemos deixar de lutar por ela, de valorizá -la, porque nenhumainstituicãovaibem, se afamília nao vaibem, ela é a primeira de todas que precisa ser apoiada, para o bem de toda sociedade. Por issorezemos para que o Sínodo da Famíliatenhabons resultados, com frutos duradouros.
 
Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”

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