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segunda-feira, 17 de junho de 2024

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O risco de se achar que Deus é um “estraga-prazeres”

God. Dieu. Dio. Alah. Golt. Dios. Deus… e assim por diante em milhares de idiomas, dialetos, antigos ou atuais.

Pequenas palavras. Poucas letras. Um significado imenso, misterioso, inacreditável para tantos, desprezível também, pasmem! – mas adorado, respeitado, temível por bilhões de pessoas ao longo de milênios e mais milênios da história humana.

O ser humano, normalmente falando, em algum momento de sua vida é levado a se confrontar com tal conhecimento, por ser social, integrante da humanidade, e cedo ou tarde, queira ou não, acha-se diante deste conceito intrigante: Quem é? Se dentro de uma família ou comunidade religiosa, acontece que desde criancinha será levado a esse Ser. Caso culturalmente alienado de religiões, cercado por ateus ou indiferentes, só ouve falar, depara-se com locais em que há cultos de todos os tipos, símbolos, imagens, artes, mas continua se alienando, pois pensar em Deus, em religiões, em conceitos morais é o tipo de conversa que evita, porque crê no que lhe dizem: não se deve discutir “religião, política ou futebol”. Expressão que lhe justifica a sua fuga de assuntos religiosos, mas não dos outros.

Também é praticamente certo que a pessoa estará sempre sendo procurada por crentes de todos os matizes, numa missão proselitista e, para muitos, até irritante. Porque em geral a adesão a uma religião, sobretudo aquelas em que há uma doutrina a seguir mais severa e exigente, é rechaçada por ser um tipo de vida que vai fazê-lo renunciar a inúmeros de seus desejos de locupletar-se de momentos felizes e prazerosos que dinheiro ou relacionamentos proporcionam.

É justamente a questão da virtude denominada FÉ. Ter essa virtude é um dom divino e pronto! quem não o tem, não crê. Se uma pessoa não quer crer, não adianta, ninguém vai convencê-la nunca, porque a Fé é pessoal. Ninguém obriga ninguém a crer. Mas se você crê, se sua Fé é autêntica, da mesma forma ninguém a tira, e quantos já se tornaram mártires devido a esse tipo de Fé.

Não é porque alguém não acredita na existência de Deus, que Ele deixa de existir. E só há uma Verdade. Assim: a) Deus existe. b) Deus não existe. São duas frases, dois conceitos, e contraditórios. Um anula o outro. Se Deus existe, o conceito “b” é Falso. Se Deus não existe, o conceito “a” é Falso. A Filosofia debate isso há milênios, mas a Razão é suficiente para concluir que sua existência é real.

Fugir de Deus, porque é um “estraga-prazeres”, é um risco, uma insensatez. Porque, sendo Deus, Ele é perfeito, pois se tivesse alguma mínima imperfeição, já não seria Deus. E em sua perfeição, Deus é o Criador de tudo, inclusive de cada um de nós. E fez e faz tudo por amor.

 

Por: Diácono Lombardi

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