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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Artigos

O risco de falar do amor sem praticá-lo

Corremos o risco de saber falar sobre o amor, sem o cuidado de praticar o amor. Sim, porque falar sobre o amor é nobre, bonito, agradável. Desperta nas pessoas vivas emoções, provoca atitudes altruístas, arranca lágrimas dos apaixonados, inspira ações heroicas. Tudo isso é bom e bem-vindo, mas é apenas uma face do amor.

Nosso Mestre e Senhor, Jesus, ensina-nos a sair do campo da conversa, ainda que edificante, e viver o amor. Sem rodeios, ele mostra em que consiste o verdadeiro amor: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos”. Jesus uniu ensinamento e ação, teoria e prática. Aplicou toda a sua vida, sem reservas, no exercício do amor.

O amor de Jesus ultrapassou as barreiras geográficas: não só entrou em territórios vizinhos de sua pátria, mas atendeu pessoas estrangeiras, como no caso da mulher cananeia (Mt 15,21ss). O amor de Jesus foi além da crença e da prática religiosa das pessoas, como se deu em relação ao centurião que, provavelmente, seguia a religião do Império Romano, e curou à distância o seu empregado. (…)

Contudo, a maior prova de amor do nosso Mestre ficou registrada pelos quatro evangelhos: trata-se de sua morte na cruz. Morreu por amor, sem ódio ou rancor, sem oprimir nem se vingar. Morreu reconciliando o mundo com o Pai.

Somos seus discípulos. A marca dos seus seguidores é a prática do amor. “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. Só é possível praticar essa ordem se formos fiéis a Ele. “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor”.

 

Por: Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp

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