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O que une o coração de Dom Pedro I e a Igreja Católica?
Desde o dia 22 de agosto, de forma inédita em 187 anos, o coração de nosso primeiro imperador está em terras brasileiras, vindo da cidade do Porto, em Portugal.
O órgão está no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF), para a celebração dos 200 anos da Independência do Brasil.
Quando o rei Dom João VI morreu, Dom Pedro IV, como é conhecido em Portugal assumiu o trono, e pouco tempo depois abdicou em favor da filha Maria da Glória, que tinha apenas sete anos e estava prometida em casamento ao tio Dom Miguel. Ele, no entanto, tomou a coroa da sobrinha, levando os irmãos ao conflito final na Guerra Civil Portuguesa, em 1834.
Pedro saiu vitorioso da batalha e assegurou a coroa para a filha, que se tornou a rainha Maria II de Portugal. Mas o primeiro imperador do Brasil não teve muito tempo para comemorar a vitória, já que morreu de tuberculose naquele mesmo ano. Um pouco antes, o monarca desejou que quando morresse, o seu coração ficasse na cidade do Porto, onde derrotou seu irmão.
Para cumprir a promessa de seu pai, a rainha Maria II escolheu a Irmandade de Nossa Senhora da Lapa para guardar o coração do rei, porque ele gostava de acompanhar a missa nessa igreja. Os outros restos mortais do imperador estão no Brasil, na cripta imperial, no Parque da Independência, em São Paulo (SP).
Seu coração é guardado e conservado pela Irmandade da Lapa, desde sua morte, há 187 anos. Ele encontra-se em um vaso de vidro embebido em formol. Nos eventos, como do Palácio do Planalto, a cápsula estará dentro de um cálice de prata dourada, revestida por uma urna de madeira.
Além de atender à solicitação brasileira, a Irmandade também deu aval para que a relíquia fosse exibida pela primeira vez ao público português. Após voltar do Brasil, os portugueses terão nova oportunidade para ver de perto o órgão nos dias 10 e 11 de setembro.
Fonte: A12.com