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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

O QUE ALGUMAS HERESIAS ENSINAM

CETICISMO – Doutrina filosófica segundo a qual a atitude fundamental do ser humano na busca da verdade é a dúvida invencível. O cético afirma que não é possível nenhuma posição absolutamente certa e definitiva em relação à verdade… a não ser esta!
DONATISMO – Heresia que se difundiu na África do Norte (latina), nos séculos IV e V, a partir das atitudes e da pregação do bispo Donato. Este recusava a jurisdição do bispo de Cartago, que ele considerava apóstata pelo fato de ter entregue às autoridades romanas (durante a perseguição de Diocleciano: 303-312) livros e objetos de culto. Ensinava que a validade de um sacramento depende da santidade do ministro: “ninguém dá o que não tem”. O donatismo foi combatido por Santo Agostinho.
MANIQUEÍSMO – Sistema filosófico e religioso criado pelo persa Manes ou Mani, no século III. O bem e o mal são concebidos como princípios reais, estruturalmente iguais e antagônicos (dualismo). A matéria, radicalmente má, se opõe ao espírito, bom por princípio. A matéria está na origem de todas as misérias e do cativeiro das almas. Santo Agostinho foi maniqueu durante uns nove anos. O maniqueísmo é incompatível com a fé judaico-cristã.
MATERIALISMO – Princípio e sistema filosófico segundo os quais a realidade se reduz à matéria, não existindo nenhuma realidade ou princípio superior a ela, espiritual e transcendente.
NATURALISMO – Atitudes ou interpretações da existência – práticas e/ou teóricas – segundo as quais o real coincide com o “natural”, quer dizer, com a experiência óbvia de todos os dias. Para o naturalismo, não há espaço para uma metafísica, uma religião revelada, uma ética que vá além de regras de bom senso para a vida prática.
PELAGIANISMO – Heresia difundida no século IV que minimiza, quando não anula, o papel da graça na salvação. Segundo o monge bretão Pelágio (360-422), a liberdade humana não ficou prejudicada pelo pecado; o ser humano pode escolher, por suas próprias e exclusivas forças, entre o bem e o mal; o ser humano pode merecer, por si mesmo, a salvação, etc. As ideias de Pelágio foram duramente combatidas por Santo Agostinho e condenadas nos Concílios de Cartago (411) e Éfeso (418 e 431). O pelagianismo ressurgiu nas controvérsias ocidentais sobre a relação entre a graça de Deus e a liberdade humana. De forma pouco refletida e pouco crítica, o pelagianismo – sobretudo, sua forma mitigada, o semipelagianismo – nunca desapareceu totalmente.
O Papa Francisco volta e meia o condena.

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