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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Artigos

O poder

Cego e enganado pela insaciável sede de poder, o homem se esqueceu de que sua verdadeira grandeza não está na altura do seu pedestal, mas na profundidade de sua alma, que deveria estar voltada para Deus.
Quanto mais necessidade de conforto, riqueza e poder o homem tiver para se sentir feliz, mais aumentarão suas possibilidades de se sentir insatisfeito, e perpetuamente infeliz.
Por desejar os bens materiais, por usar de meios escusos para obtê-los, por tentar usufruir intensamente deles, o homem acaba por cair na incapacidade de imaginar para sua vida outra finalidade, que não essa. E esse é o drama do homem de hoje. Ele se esqueceu do valor do ser e vive em função do ter.
Em determinado momento de sua existência, ele passou a ignorar outro tipo de vida. E se alguém lhe disser isso, ele desdenhará, não acreditará, pois já distorceu, inverteu o valor de todas as coisas, como o Estado, a família, a moral, o próximo, a religião, a caridade. Sobre a caridade material então, normalmente ele a manterá, para acalmar a sua consciência e ajudar o seu status.
O homem de hoje precisa se libertar da escravidão dos bens materiais, mudar de mentalidade, converter-se para ser feliz, e isso é perfeitamente possível. É só determinar! É só querer desapegar-se e lutar por isto!
Não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo: à Deus e à riqueza. 
Se quiser ser grande, o homem deverá escolher a Deus. Diante dos homens de bem e diante de Deus o miserável pedestal do poder, oferece a quem o tem, alguns milímetros a mais de altura; enquanto que a alma aberta a Deus lhe oferece o infinito.

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