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O Pai-nosso é a oração da Igreja por excelência
“Estando num certo lugar orando, ao terminar um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1-4).
É em resposta a este pedido que o Senhor confia a seus discípulos e à sua Igreja a oração cristã fundamental. São Lucas traz um texto breve com cinco pedidos; São Mateus, uma versão mais desenvolvida com sete pedidos (Mt 6,9-13), e foi esta que a tradição da Igreja conservou:
- “Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; 2. venha a nós o vosso reino, 3. seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu; 4. o pão nosso de cada dia nos dai hoje, 5. perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; 6. não nos deixeis cair em tentação, 7. mas livrai-nos do mal.”
É chamada de “Oração Dominical”, do latim “Dominus” = Senhor – Oração de nosso Senhor Jesus. O Pai-nosso está presente em todas as missas e na liturgia em geral.
Os três primeiros pedidos têm por objeto a Glória do Pai; 1) a santificação do Nome, 2) a vinda do Reino e 3) o cumprimento da Vontade divina. Os quatro seguintes apresentam-lhe nossos desejos: esses pedidos se referem à nossa vida, para nutri-la ou para curá-la do pecado, e se relacionam com nosso combate visando à vitória do Bem sobre o Mal.
1º) Ao pedir “Santificado seja o vosso Nome”, entramos no plano de Deus, a santificação de seu Nome – revelado a Moisés, depois em Jesus.
2º) Com o segundo pedido, a Igreja tem em vista principalmente a volta de Cristo e a vinda final do Reino de Deus, rezando também pelo seu crescimento no “hoje” das nossas vidas.
3º) No terceiro, rezamos ao nosso Pai para que una nossa vontade à do seu Filho, a fim de realizar seu plano de salvação na vida do mundo.
4º) No quarto pedido, ao dizer “Dai-nos”, exprimimos, em comunhão com nossos irmãos, nossa confiança filial em nosso Pai do céu. “pão nosso” designa o alimento terrestre necessário à subsistência de todos nós e significa também o Pão de Vida, Jesus eucarístico;
5º) O quinto implora a misericórdia de Deus para nossas ofensas, que só acontece se soubermos perdoar os nossos inimigos e aos que nos ofenderam. Autorizamos Deus a nos tratar da mesma forma como tratamos quem nos ofende.
6º) Ao dizer “Não nos deixeis cair em tentação”, pedimos a Deus que não nos permita trilhar o caminho que conduz ao pecado.
7º) No último pedido, “livrai-nos do Mal”, o cristão pede a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo, sobre Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e a seu plano de salvação.
Pelo “Amém” final exprimimos nosso “Assim seja”.