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terça-feira, 21 de maio de 2024

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O novo golpe dos “valores a resgatar”: como identificar e evitar

Recentemente, temos observado um aumento alarmante de golpes online que se aproveitam da boa-fé e da falta de conhecimento sobre segurança na internet por parte dos usuários.

Um desses golpes, em particular, tem se destacado por sua sofisticação e pela maneira convincente com que se apresenta. Trata-se do golpe dos “Valores a Resgatar” no suposto site do governo federal, Gov܂br.

A aparência enganosa do site: Nesse caso as vítimas são direcionadas por várias ferramentas (WhatsApp, e-mail ou outras formas de mensagens) para um site. Contudo, esse ambiente fraudulento imita perfeitamente o portal oficial do governo, tornando-se difícil de ser distinguido por usuários sem conhecimento em prevenção de fraudes.

No entanto, existem alguns sinais que podem ajudar a identificar sua falsidade, como o endereço do site, que não corresponde ao verdadeiro. Os fraudadores têm utilizado principalmente o Facebook como plataforma para disseminar suas artimanhas.

Publicações falsas promovem um suposto serviço de “resgate de valores a receber”, atraindo a atenção dos usuários. Para dar uma aparência de legitimidade, essas postagens frequentemente incluem a logo da Caixa Econômica Federal.

Um dos métodos mais convincentes usados pelos golpistas é a edição de vídeos reais, como trechos do programa de TV ‘Encontro com Fátima Bernardes’, onde uma repórter do G1 anuncia o serviço de ‘Valores a Receber’ do Banco Central.

Esses vídeos são acompanhados por mensagens sobre a oportunidade perdida por milhares de brasileiros em resgatar valores disponíveis em seus CPFs, incentivando os usuários a clicarem em “saiba mais”.

O funcionamento do golpe: ao clicar no link da publicação, o usuário é direcionado para uma página que se assemelha ao portal oficial do governo. Lá, é solicitado que informe seu CPF, dando início ao processo de fraude.

Posteriormente, o usuário é encaminhado para uma suposta página de “Consulta Brasil”, onde é instruído a interagir com um chatbot, fornecendo ainda mais informações pessoais, como data de nascimento.

A situação se agrava quando o suposto atendente virtual solicita o pagamento de uma “taxa transacional federal”. Infelizmente, muitas pessoas caem nesse golpe e realizam o pagamento via Pix, tornando-se vítimas desses criminosos virtuais.

Afonso Morais é Founder e CEO da Morais Advogados Associados, especialista em recuperação de crédito e cibersegurança

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