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terça-feira, 26 de abril de 2016

Artigos

O nosso crucifixo

Áureo, prateado, de simples madeira… como brilha os nossos olhos e ilumina-nos a vida e a morte, o sofrimento e a alegria, a terra e o céu, o tempo e a eternidade, quando contemplamos com o mais profundo amor, o nosso crucifixo. O crucifixo é um verdadeiro catecismo para os ignorantes; um tratado teológico para os sábios; um livro luminoso, todo invalido da presença de Deus, para todos os homens. Contempla-lo dá a todos, o calor de uma chama e a doçura da paz, do consolo, da força que santifica. Melhor que qualquer livro, o crucifixo nos diz a que extremo o Senhor levou o Seu amor por nós. Quando o levamos aos lábios parece-nos que ele chega ao mais profundo do nosso ser; ao íntimo de nossa alma. Quando o admiramos, parece-nos ouvir, uma por uma, impressas em suas chagas, todas as palavras dos Livros Sagrados, que vão diretas ao nosso coração, como que a nos lembrar há quanto tempo o temos dependurado ao pescoço, à cabeceira de nossa cama, ou sobre nossa mesa de trabalho e não aproveitamos para acariciá-lo e refletir sobre o seu significado e, gozar com sua presença. O crucifixo nos traz à lembrança, como e até quando, ser-nos-á preciso amar o nosso próximo. “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Mandamento difícil, difícil e humilhante! Se se tratasse de se fazer o bem, aos que nos fizeram bem, seria fácil e delicioso, pois é quase que uma coisa natural em nós. Mas Jesus quer que perdoemos, aos que nos fizeram mal, não somente que os perdoemos, mas também, que os amemos ainda, como o Senhor nos amou. È barra pesada! É preciso ter fé! Mas vendo Cristo estampado no crucifixo, nos toca de maneira especial, as suas chagas. Ter as mãos e os pés transpassados de duros cravos… a cabeça coroada de espinhos; os braços abertos em atitude de perdão… Nu! Não há cristão, que meditando profundamente, não se renda aos argumentos todos, contidos no seu crucifixo e, dirá e agirá como o Senhor determinou: perdoará por amar ao Cristo; perdoará, porque mais gravemente tem ofendido ao Senhor, do que os irmãos a si mesmo. Compreendemos, contemplando o nosso crucifixo, que o amor a nós mesmos, nos faz morrer. E perdoando e amando o próximo, por amor a Deus, como Ele nos ensinou, seremos “outros Cristos”, por que estaremos seguindo a sua Palavra, que se resume no Amor.

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