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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Artigos

O momento pede ética e união

Ao mesmo tempo em que a chegada da vacina provoca esperança, também evoca a má índole de milhares de brasileiros. Infelizmente, fatos relacionados aos “fura fila”, pessoas que se julgam acima da ética e da lei, não ficaram restritos somente a outros estados do país. No Rio Grande do Sul, reportagens revelaram que pessoas em desacordo com os critérios de prioridade estabelecidos pelos órgãos competentes também receberam a vacina contra a Covid-19.
É inconcebível que a população, após este período tão longo de incerteza e recolhimento, tenha que enfrentar o absurdo dos “fura-fila”. Garantir que os grupos vulneráveis sejam os primeiros a receber a vacina é fundamental, já que ao serem protegidos devem colaborar para que os números da pandemia entrem em declínio. Especialmente porque não se sabe quando haverá vacinas em números suficientes para imunizar todos os cidadãos gaúchos ou quando a vida voltará ao normal.
A resposta das entidades gaúchas foi rápida para evitar que irregularidades como essa venham se repetir com frequência em nosso sistema de saúde. Cabe parabenizar o Ministério Público (MP-RS) por sua ágil postura para investigar prefeituras que, eventualmente, teriam descumprido as regras de imunização. Méritos também devem ser atribuídos a Polícia Civil, que vem averiguando denúncias sobre os “fura fila” e vai investigar notificações de desvios ou furto das doses que estão chegando no Rio Grande do Sul.
São em cenários assim que percebemos novamente a importância de manter e valorizar as instituições que nos protegem. Por isso, reforço que é indispensável deter e responsabilizar aqueles que, em desacordo com os critérios de prioridade, foram vacinados. É inadmissível que os culpados nesse e em quaisquer outros casos não sejam punidos.
A população tem papel central na desarticulação e investigação dos “fura-fila”. Existem canais de contato direto para realizar denúncias. Mais do que nunca, é preciso união e ética para vencermos este período turbulento.

Delegado Pedro Carlos Rodrigues
Presidente da ASDEP
[email protected]

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