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domingo, 21 de julho de 2024

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O medo faz muita gente renegar a própria fé

28 “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10,28-33).
Em nosso dia a dia buscamos palavras que nos motivem em nossa vida e missão, sobretudo quando, por causa de Cristo, encontramos oposição mesmo no círculo familiar. Assim, em momentos de desalento, fadiga ou perseguição, precisamos mais do que nunca de ânimo para podermos seguir em frente. Este trecho do evangelho, acima, nos encoraja no caminho do seguimento de Jesus. Trata-se de um chamado para não temer os homens.
Diante de contrariedades e perseguições, os apóstolos só têm a Palavra – não a deles, mas a de Jesus, ou seja, de seu Evangelho. Essa Palavra constitui sua defesa, sua súplica, sua pregação e, sobretudo, sua identidade de fé. É uma questão de postura evangélica humilde e necessária para que o discípulo missionário, não obstante as dificuldades, anuncie a todos a face de Deus, revelada pelo Filho. A oposição não deve, de modo algum, impedir o testemunho de Cristo, dado por meio de atos e palavras.
Perante as perseguições, nós, discípulos de Cristo, somos às vezes tentados a calar-nos – por medo -, a ponto a negar a fé. A perspectiva da morte provoca essas inversões, em vista da sobrevivência. Contudo, mais do que a sobrevivência, é a salvação do discípulo que está em jogo. Em seu chamado à perseverança, Jesus nos mostra quando cada um de nós conta aos olhos do Pai, pelo qual nunca somos abandonados: “Não tenham medo!” (v.26). Se a palavra dos apóstolos é preciosa para o anúncio do Evangelho, quanto mais sua salvação aos olhos de Deus!

 

 

(Por: Christian Dino Batsi,ssp)

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