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O mais sublime amor
Dia destes eu pensava na felicidade que experimentaria em ter vivido nos tempos de Jesus, em ter conversado com Ele, em ter sido amigo, em tê-lo acompanhado pela Palestina, mesmo na qualidade de moço de recados…
Em ter podido abraçá-lo, apertar sua mão, ouvir sua voz, vê-lo dormir. Quem não se arrepia de prazer, pensando nessa possibilidade? Mas isso são desejos humanos e como tais limitados e superficiais.
Sabendo que os pensamentos que eu tive já tiveram e outros teriam. Jesus fez as coisas de um modo diferente e melhor. E maior! Mais à maneira de Deus. Pareceram-lhes pouco esses abraços e esses apertos de mão. Quis ir mais longe. E o que homem algum jamais se atrevera a fazer, Jesus o fez. Fez-se comida. E ficou para ser comido, deglutido, assimilado. Que amor, meus Deus?
Mas não parou por aqui!
As três Divinas Pessoas são inseparáveis, são um só Deus, e onde está uma, forçosamente estão as outras duas. Assim, Jesus não vem só. O Pai e o Espírito Santo vêm com Ele. Invadem a nossa alma e convertem-na num verdadeiro Céu.
A Santíssima Trindade em nosso peito!
Que mais que falta!
Já haviam pensado seriamente nisto?
Que aperto de mão que abraço, que nada… isso tudo é coisa de homens. O que o Senhor fez, nos deixaria loucos, se conseguíssemos senti-lo em toda a sua plenitude.
Teriam que nos matar antes de perdemos uma Comunhão.
E como perdemos oportunidade de receber a Eucaristia! E como deixamos de participar da Santa Missa e de receber o Corpo do Senhor…
E o interessante é que além disso tudo: do Senhor ter-se tornado Alimento, de nos alimentarmos da Santíssima Trindade, ainda há algo mais. Os que comungamos o mesmo Corpo estamos unidos a Esse Corpo Místico, que não é uma linda teoria mas uma realidade maciça.
Quando comungamos o Cristo nos encontramos com o Papa, com os mais humildes e piedosos homens deste mundo, com as freiras de clausura, com os mais diversos e desconhecidos irmãos da terra, com os que nos querem bem, com os indiferentes conosco e até com aqueles que tem alguma coisa – secreta – contra nós.
Que bela a nossa religião!
Quão grande o nosso amor Deus!
Que delicadeza de amor no Coração de Jesus de Nazaré!
Que maravilhas é capaz e inventar Deus, para demonstrar o seu amor por nós?
Depois desta reflexão, não pensei mais em ter vivido há dois mil anos. O que mais quero realmente, e mais do que em qualquer época, é ter Deus vivo, Jesus vivo, o Espírito Santo vivo em minha alma.