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O ‘lockdown’ e nós
Caros leitores,
Esta semana Barretos vive um ‘lockdown’. Bem, antes de tecer várias considerações a respeito do assunto, peço licença para definir o termo, conforme o Dicionário Online de Português: “Lockdown é uma palavra de origem inglesa, e significa: isolamento ou restrição de acesso imposto como uma medida de segurança, podendo se referir a qualquer bloqueio ou fechamento total de alguma coisa, especialmente um lugar”. Quanto à questão linguística, é sem dúvida um estrangeirismo, que adotamos e estão nas discussões políticas, econômicas e na mídia em forma geral; na questão de saúde pública, no entanto, em todo o mundo onde foi adotado esse sistema de restrição, deu resultado satisfatório ao distanciar as pessoas.
Bem, vivemos em um regime democrático, em que o direito de ir e vir, em tempo de paz, de todo cidadão, consta de nossa constituição. Porém, estamos em guerra, contra um inimigo invisível, o coronavírus, por este motivo, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou governadores e prefeitos a adotarem medidas rígidas, se necessário, para conter o avanço desse vírus maldito, que infelizmente, no Brasil, atingiu a marca de meio milhão de mortos.
Muitos ainda acham que é mentira, por negacionismo ou pelo viés ideológico. Uns analisam pela questão da economia do país, ao olhar para as falências das empresas e o consequente desemprego a assolar as cidades; outros, acham que há o ‘superfaturamento’ nas estatísticas da quantidade de óbitos, apenas para alarmar a população, não obstante constatarmos, bem perto de nós, pessoas sendo contaminadas, e muitas chegando ao desfecho fatal: a morte!. São amigos e conhecidas pessoas de nossa sociedade que perderam a batalha na guerra contra o inimigo invisível.
Barretos, através do decreto assinado pela prefeita Paula Lemos, vive nesta semana esta medida restritiva, a exemplo, de outras cidades que a adotaram e tiveram as taxas de internação reduzidas, ocasionando o descongestionamento de hospitais e UTI’s e o bem maior, a preservação da saúde e bem-estar da população.
Pedimos aos prezados concidadãos que se mantenham em suas casas, que aceitem de bom grado as medidas restritivas, sem se estressarem, sem furarem bloqueios, ocasionando aglomerações ao promoverem festas clandestinas em tempos de pandemia, pois são só nove dias, que passam rápido, mas que trarão muitos ganhos para a população de nossa cidade.
Pensem que nestes dias, quando estiverem recolhidos em seus lares, junto a sua esposa e filhos, conversem mais, aproveitem os momentos para ler um bom livro ou assistir à ótimos filmes, e se vocês tiverem aptidões para as artes, exercite-as, como pintar um lindo quadro, desenhar, compor uma música, até fazer tricô ou crochê etc., mas se preferirem, aproveitem para pôr em ordem a sua casa, que foi, talvez, deixada de lado, por falta de tempo.
As vacinas, grande avanço científico da humanidade, que são necessárias para a imunização da população, já estão sendo aplicadas, apesar dos passos lentos, chegaremos lá.
Animem-se! Tudo vai passar, vocês vão ver!
José Antonio Merenda
Professor, historiador e membro da ABC – Titular da Cadeira nº 29