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O INTRA-EMPREENDEDORISMO NAS ORGANIZAÇÕES
É a versão em português da expressão ‘’intrapreneur’’, que significa empreendedor interno, ou seja, empreendedorismo dentro dos limites de uma organização já estabelecida. O termo ‘’intrapreneur’’ foi utilizado pela primeira vez em 1985 por Gifford Pinchot . O conceito de intra-empreendedorismo foi estabelecido há três décadas, mas as empresas não estavam dispostas a dar aos empregados a liberdade para criar e, conseqüentemente, errar e oferecer-lhes um orçamento para financiar inovação. Além do mais, não queriam arcar com os custos dos erros que inevitavelmente acontecem no percurso. Hoje esse conceito já está muito difundido e valorizado nas organizações. O intra-empreendedorismo (intrapreneuring) é um sistema para acelerar as inovações dentro de grandes empresas, através do uso melhor dos seus talentos empreendedores. É um sistema que oferece uma maneira saudável para se reagir aos desafios empresariais do novo milênio. Intra-empreendedorismo também pode ser definido como o empreendedorismo aplicado às organizações, o empreendedorismo interno, praticado pelos funcionários que atuam na empresa. Também é chamado de “empreendedorismo corporativo”. O intra-empreendedorismo envolve o reconhecimento de oportunidades, inovação, gerenciamento de riscos e a geração de valor agregado. Os “cinco Is do intra-empreendedorismo”? Implementação, imaginação, inovação, intenção e informação. Para estimular o intra-empreendedorismo as empresas vão valorizando e estimulando a inovação e a colaboração dos funcionários com idéias e com o desenvolvimento de novos projetos, tendo foco nos clientes e tolerância a erros, recompensando os colaboradores, compartilhando seus resultados, celebrando vitórias e exercendo uma liderança descentralizadora. A empresa deve ter uma cultura que estimule a participação dos funcionários de todos os níveis hierárquicos, que deixe claro o papel fundamental de cada um para o sucesso da empresa. Por meio do intra-empreendedorismo, a inovação pode ser estimulada e acelerada nas empresas. Ele é um meio de se buscar o desenvolvimento sustentável das organizações, reconhecendo seus talentos e recompensando-os. O. O intra-empreendedor tem paixão pelo que faz, ele é criativo, curioso e pró-ativo, tem facilidade para resolver problemas e propor novas soluções intra-empreendedorismo é um sistema ganha-ganha para antigos dilemas, tem senso de propriedade, é persistente e gosta de colaborar. Um exemplo claro de como trabalhar o intra-empreendedorismo dentro das organizações é o PII. O Programa de Inovação ilegra começou a ser projetado no fim do terceiro trimestre de 2013 e tem um objetivo claro em sua concepção traçar as estratégias de inovação da ilegra. O Programa foi lançado em julho de 2014 e já contou com diversas ações a fim de promover a participação dos colaboradores nesse processo inovativo. Além de olhar para o público interno e estimulá-lo para participação no programa, a empresa também capta idéias/produtos externos trabalhando a inovação aberta. Um dos ingredientes para fazer uma empresa crescer e se destacar no mercado, em meio à acirrada concorrência é cultivar novas idéias e hábitos inovadores em sua cultura. Uma das formas de fazer com que isso aconteça é incentivar colaboradores que possam oferecer um grande diferencial para a empresa, ou seja, funcionários que se sintam parte do negócio e que trabalham com a seriedade e dedicação de um sócio. A busca por esse tipo de colaborador tem um nome: intra-empreendedorismo. O colaborador intra-empreendedor é aquele que pratica o empreendedorismo dentro dos limites na organização, ou seja, aquela pessoa que tem a visão de analisar cenários, usar a criatividade, selecionar melhor as idéias e inovar, sempre pensando em fazer a empresa vender mais, ganhar mais e reduzir custos. É uma pessoa que pensa na organização na qual trabalha, como se fosse seu próprio negócio e demonstra resiliência quando situações adversas acontecem.
André Luiz Bastos: Licenciado em Educação Física UNESP Bauru, Licenciado em Filosofia pela Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina, Mestre em Educação pela UNFRAN – Franca SP, Doutor em Ciências da Educação pela UNCUYO – Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina e Pós-Doutorado pela UNREF – Univresidade Tres Febrero Buenes Aires– Argentina. Coordenador do NAD – Núcleo de Apoio ao Docente. Professor nos cursos da Faculdade Barretos. prof.andrebastos@hotmail.com