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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

O impacto do coronavírus no coração

Olá!
Um estudo publicado essa semana na revista Nature Medicine mostrou as complicações da infecção pelo coronavírus no coração e a importância de realizar a avaliação cardiovasculares independente da gravidade da doença. Há uma clara razão para esta recomendação: o vírus ataca agudamente, dentre todos os órgãos, todo o sistema cardiovascular, podendo provocar inúmeros problemas como doenças cerebrovasculares, hipertensão arterial, arritmias, doenças cardíacas inflamatórias (miocardite, pericardite) e doenças isquêmicas (infarto, trombose).
O estudo, procurou avaliar entre diversos graus de COVID quais teriam maior risco de desenvolver alguma sequela cardiovascular depois de um ano da doença e concluiu que aqueles infectados mesmo com quadro leve têm:
– chance 72% maior de sofrer de doença coronariana que aqueles que não tiveram a infecção;
– risco 63% maior de ter um infarto
– 52% mais chance de ter um AVC
As implicações disso são inúmeras. As pessoas precisam ficar muito atentos à saúde cardiovascular, principalmente aqueles que já acumulam outros riscos como pressão alta, diabetes e tabagismo.
Os principais sintomas do comprometimento cardíaco são fadiga, falta de ar aos esforços, alterações no ritmo das pulsações e dor no peito.
Tem sido frequente o questionamento pela mídia o questionamento sobre o eventual aumento no número de mortes em atletas e uma possível associação com o uso de vacinas contra COVID, porém não existem relatos em publicações cientificas levando a possibilidade de associação entre morte súbita e as vacinas. Há relatos de casos de miocardite após a vacina do tipo m-RNA que em geral são leves e com evolução benigna (estudo mostrou que ocorre em aproximadamente 24 casos por milhão de pessoas, ou seja, 0,0024%). Lembrando que a miocardite também é uma complicação da própria infecção e de acordo com as estatísticas, incide entre 1 a 3% de atletas. Dessa forma, não se vacinar não deve ser considera uma opção adequada para evitar o risco de desenvolver miocardite
Um ótimo domingo e até o próximo!

 

Daniele Rezek
Cardiologista
CRM 145.887
RQE 64.850

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