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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

O futuro do Brasil passa pela valorização da matemática

Em 2023, a Educação brasileira está enfrentando muitos desafios na busca por novos rumos. Após vivermos uma época pandêmica, pais e professores tem que vencer uma nova etapa, marcada pelos impactos ligados ao desenvolvimento de crianças e adolescentes – em particular em campos da ciência que demandam profundidade de raciocínio e concentração, como a Matemática.
Estudo do Movimento Todos pela Educação, que utiliza dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) das últimas décadas, evidencia a dificuldade de atingirmos especialmente uma das metas traçadas para a área: que toda criança brasileira tenha um aprendizado adequado à sua fase de desenvolvimento e ao ano letivo em que se encontra.
Entre 2007 e 2017, por exemplo, houve um avanço no percentual de estudantes com aprendizado considerado adequado ao 5º ano das redes públicas e privadas. Mas os alunos estão avançando mais lentamente em matemática, disciplina fundamental para um mundo do trabalho cercado por tecnologia, inovação e necessidade de raciocínio lógico. Em 2019, 45% dos estudantes encerraram essa etapa alcançando os objetivos em matemática – o maior percentual nas últimas duas décadas analisadas. Porém, em 2021, foram apenas 35%, patamar considerado de dez anos atrás.
Pesquisa sobre Competências Socioemocionais, de 2021, conduzida pela OCDE investigou as habilidades de estudantes de 10 e 15 anos de nove países, incluindo o Brasil . Os dados comprovaram a forte associação, entre o desenvolvimento de habilidades como curiosidade, persistência e confiança com boas notas de matemática.
E enfatizam a importância de garantirmos ambientes escolares e familiares preparados e estimulantes para a busca para além de objetivos predeterminados, referente aos conceitos das disciplinas. E relacionam os resultados de longo prazo ao processo que chamamos de aprendizagem socioemocional com a aprendizagem tradicional.
Nas últimas décadas, temos vivenciado e medido experiências espalhadas nesta linha por todo o Brasil, incluindo Barretos, por meio da inclusão de metodologias que incentivam o desenvolvimento e a abordagem socioemocional dos alunos.
Mas para que isso se reflita na melhora consiste da aprendizagem da disciplina e de seus indicadores ao nível estadual, regional e nacional, é preciso torná-las escaláveis e garantir a sua aplicação junto aos currículos por um longo do tempo.

 

 

Thiago Zola é Mestre em
Educação, Gerente de Projetos
Especiais da Mind Lab
thiago.zola@mindlab.com.br

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