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O espelho divino
Uma milenar fábula oriental, conta que um certo senhor, possuía um espelho que permanecia claro, quando os bons se miravam nele e se embaçava, quando os impuros o fitavam e, assim, seu dono conhecia os caracteres de todos quanto o utilizavam.
Também um profeta, certa ocasião, deu a entender a Maria, Mãe de Jesus, que Seu Filho seria como aquele espelho: os homens O amariam ou O odiariam, conforme os reflexos que sentissem diante Dele.
Tal verdade continua a ser observada, pois de lá para cá, quantos filhos pródigos voltaram para seus lares; quantos pedros se arrependeram de suas negações; quantas prostitutas tornaram-se puras; quantos apóstolos traíram e se enforcaram; quantos jovens ricos, respeitaram suas pobrezas e fragilidades… à medida em que diante de Nosso Senhor O odiaram ou O amaram.
Jesus toca cada um de nós, de uma maneira toda própria à cada um, mas com relação à toda a humanidade, sempre foi um sinal de contradição, por isso morreu sobre um pedaço de madeira, onde a barra vertical – da vontade e Amor de Deus – é negada pela barra horizontal – da vontade e negação dos homens.
Como nos sentimos, realmente, diante do Senhor Jesus?!