quarta-feira, 21 de outubro de 2020

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O covid-19 em Barretos: alerta vermelho e a teimosia administrativa

Um caso exemplar ocorrido em Barretos, foi na Casa de Idosos André Luiz: 3 ou 4 meses atrás, a ordem do Comitê da Pandemia de Barretos, ligada ao Prefeito, Gestor do Pio XII/Hosp de Amor era de NÃO USAR Hidroxicloroquina ou outra medicação precoce ou preventiva, nos pacientes idosos na entidade.
O resultado disso foi um alto índice de internação e mortalidade naquela instituição a qual “contribuía” para a porcentagem maior de internações de casos agravados.
Pois bem: um grupo de médicos da assistência da casa, DESOBEDECENDO ESSA ORDEM OU ORIENTACAO, passou a usar Hidroxicloroquina (HCQ) nos casos precoces, além de medicamento preventivo do tipo ivermectina.
Veio o efeito imediato: redução vertiginosa dos casos de internação e de mortes advindos da referida instituição, em curtíssimo espaço de tempo.
Aí vem o absurdo: o comitê gestor, mesmo diante do benefício clinicamente comprovado, tentou fazer com que tais medicamentos não fossem mais usados, isto é, fossem suprimidos.
Não se conformando, nem aceitando a “ordem” absurda, o grupo de médicos reagiu mantendo o uso da HCQ e demais drogas, conseguindo com que a melhora de resultados do “André Luiz” ficasse preservada.
Transportando esse “case isolado”, que é uma amostra exemplar para o resto da cidade de Barretos, percebe-se que ainda se teima em não adotar os protocolos benéficos (HCQ), o que vem justificar a situação ainda ruim de nossa cidade.
Pergunta obrigatória: até quando vai se estar pensando em arrecadar dinheiro e fundos, em nome do Covid-19, e estar a cidade sofrendo resultados estatísticos ruins quanto a internações e mortes?
Será que a incompetência gerencial da pandemia EM BARRETOS, é tanta para não se enxergar essa péssima realidade que contrasta com outras várias regiões do tipo da nossa?
Está aí posta a cobrança que bate às portas de quem são obrigatoriamente defensores do povo: Defensoria Pública ou Ministério Público (fiscal da saúde): se o recurso vindo é abastado e o resultado não melhora, alguém tem que promover mudanças ou assumir responsabilidades.
Onde estão os kits preventivos a serem distribuídos para a população? Com o adendo: vir o gestor do monopólio de saúde só agora dizer que “libera” o uso do HCQ e responsabilizando os médicos, está longe de atender ao interesse público.
Em instância acima, o Governo do Estado de São Paulo, via Secretaria Estadual da Saúde, tem que tomar uma atitude. Ou não?

Dr Fauze José Daher
Médico do Corpo Clínico da Santa Casa de Barretos
Advogado

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