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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Artigos

O Coração da mulher

Olá!
Amanhã, dia 08 de março de 2021 é comemorado o dia Internacional da Mulher. A data frisa a importância da mulher na sociedade e a história da luta pelos seus direitos. Nas últimas décadas, não apenas espaço em diversos campos, elas também adotaram hábitos que antes eram quase que exclusivos dos homens. O número de mulheres fumantes e que consomem bebidas alcoólicas em excesso aumentou muito. A dupla jornada, a falta de tempo de se exercitar e a má alimentação, colaborou para aumentar a obesidade.
Apesar das conquistas em muitos aspectos, o coração da mulher é diferente do coração do homem. O coração da mulher é mais sensível e mais frágil. E isso é um fato científico. Não apenas no tamanho – que é ligeiramente menor – assim como na fisiologia.
Apresentam artérias mais finas, mais sensíveis e mais suscetíveis a obstruir (condição chamada “doença microvascular coronária”). Por esse motivo, sintomas como dor no peito é menos frequente entre o sexo feminino do que entre os homens, o que não indica que mulheres têm menos infarto – segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulher no mundo. Estimativas apontam que a probabilidade da mulher morrer por infarto é 50% maior quando comparadas aos homens.
O coração da mulher bate mais rápido do que os homens. Isso leva a queixas de palpitações e falta de ar mais comum em mulheres. Também é mais sensível aos efeitos colaterais dos medicamentos e tendência a desenvolver distúrbios do ritmo é maior.
Outra particularidade do coração da mulher está associada ao hormônio estrogênio – este ajuda a proteger seu corpo das doenças cardíacas antes da menopausa, por aumentar o colesterol HDL (“bom”) e reduzindo o LDL (“ruim”). Mas após a ultima menstruação, esta proteção diminui, aumentando o risco de morte por doença cardíaca após os 65 anos.
Porém, não significa que a mulher só deva se preocupar com cardiopatias na velhice. A síndrome metabólica é o fator de risco mais importante para ataques cardíacos em idades precoces. Tal síndrome é um conjunto de doenças como pressão arterial elevada, excesso de gordura na região da cintura, colesterol bom baixo e triglicérides elevados.
Apesar das diferenças estruturais, a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar doenças cardiovasculares.
Feliz dia das mulheres, um ótimo domingo, e até próximo!

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