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O CHEFE, O LÍDER E O GESTOR: QUEM É MELHOR?
Pode parecer fácil falar das pessoas que têm sob sua responsabilidade um departamento e uma equipe a ser administrada. Elas ocupam uma posição de destaque natural e por isso mesmo estão em constante evidência. Mas, deve-se salientar que conduzir pessoas rumo a objetivos não é necessariamente tarefa fácil – e pode diferir muito, a depender daqueles(as) que têm essa missão. Durante anos estigmatizamos os chefes, afirmando serem eles a própria antítese dos líderes e, portanto, longe dos que seria o “ correto e o ideal “ na condução de pessoas e assuntos
Conhecer aquilo em que as pessoas acreditam e valorizar o que valorizam passou a ser uma excelente “ moeda de troca “ na busca do comprometimento em torno dos objetivos da companhia. Pode valer muito mais do que o salário ou conjunto de benefícios, por exemplo, o respeito ao colaborador e sua maior participação na organização.
De toda forma, alguma confusão deve ser desfeita com relação às figuras do Chefe, do Líder e do Gestor. Muitos afirmam por ai que você não pode ser Chefe e sim um Líder, ou ainda que deve ser mais: deve ser um Gestor.
Entende-se que os três devem coexistir para que a responsabilidade de administrar possa ser coerente. Mas, para ser coerente quero, segundo as experiências que vivi, expor minha própria definição de cada um dos nomes que costuma dar àqueles que estão sempre sob os olhares atentos de muita gente à sua volta: seja da equipe que conduzem, seja da diretoria ou dos acionistas da empresa em que trabalha,
– O CHEFE – É o encarregado(a) formal de exercer o poder de comando e direção de um setor, departamento ou divisão. Exerce seu poder sobre assuntos e situações, decidindo e deliberando de uma forma tradicionalmente distante, por vezes fria e impessoal, pois seu trabalho pede pouco ou nenhum envolvimento emocional ( apenas racional ). Administra e conquista objetivos pela pressão e procura não permitir que suas decisões sejam influenciadas pela emoção, apenas pela razão. De forma geral, tem maior experiência e conhecimento do que os demais do grupo à frente do qual está e por vezes é impopular, levando de vez em quando o nome de antipático (a) em função do seu estilo e forma de se relacionar. É autocrático e movido pelos fatos, tendendo a ser mais racional e menos emocional.
– O LÍDER – Seu forte é o relacionamento. Destaca-se pela facilidade em conduzir as pessoas na direção de objetivos. Nem sempre ocupa cargo de chefia e ainda assim consegue, de forma natural, que façam aquilo que deseja. Quando em posição de responsabilidade por um grupo, extrai dele e de cada um de seus membros o melhor que podem dar de si através da adesão e crença de que suas decisões são o melhor a fazer. Não foge dos envolvimentos emocionais. Em vez disso, utiliza o fator emocional como elemento que favoreça e colabore com o desempenho individual e do grupo. Procura sempre enxergar as pessoas, suas potencialidades e necessidades para exercer seu domínio. È democrático e movido(a) pelas causas, tendendo a ser mais emocional que racional.
– O GESTOR – Os gestores ou gestoras costumam ser (ou ao menos deveriam) o resultado positivo da combinação de características tanto de chefes quanto de líderes, aplicando em função dos fatos, pessoas e circunstâncias a melhor e mais acertada solução. Procura inspirar confiança e transmitir segurança ao grupo. Estrutura, organizada e mantém a disciplina e a atuação do grupo. Goza da confiança e do respeito de todos na hierarquia e utiliza bem esse fator para fazer fluir sua gestão, equilibrando bem as diretrizes da empresa ou instituição com os anseios e expectativas daqueles que lidera. Podem ter um estilo tanto democrático como autocrático, se a situação assim pedir. Um bom gestor ou gestora não pauta suas ações só pela emoção ou pela razão, mas sim pelo bom senso e pela justiça.
Muito mal tem se falado do chefe estereótipo e costumou-se exaltar excessivamente os modelos “adequados” de liderança isso serviu para confundir muito as pessoas, como se certas características fossem proibidas ou outras ainda devessem obrigatoriamente ser usados no comando de equipes. Não existe necessariamente uma fórmula pronta para chegar a uma posição de destaque e manter-se desenvolvendo e fortalecendo as competências de uma equipe, é preciso competência e dedicação ainda maior. Agora pense nisso – Você é um Líder ou um Gerente-Gaivota, isso mesmo Gerente- Gaivota é aquele que periodicamente voa para dentro da área, faz muito barulho, engana as pessoas, talvez coma seu almoço e desaparece.
André Luz Bastos: Licenciado em Educação Física UNESP Bauru, Licenciado em Filosofia pela Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina, Mestre em Educação pela UNFRAN – Franca SP, Doutor em Ciências da Educação pela UNCUYO – Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina e Pos-Doutorado pela UNREF – Univresidade Tres Febrero Buenes Aires– Argentina. Professor nos cursos da Faculdade Barretos e Coordenador do NAD – Núcleo de Apoio ao Docente.