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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Artigos

O Chatgpt saberá tudo?

O chatgpt é um robô virtual que está, aos poucos, fazendo parte do dia-a-dia de muitos, estudantes e profissionais, que reconhecem que a inteligência artificial pode ter muita utilidade em meio aos tantos desafios da atualidade, numa sociedade globalizada, cada vez mais exigente e complexa. Mas a questão é: o chatgpt sabe tudo? Qual o limite de sua utilização? Ele irá substituir a capacidade humana na pesquisa e elaboração de textos? Irá acomodar as pessoas, comprometendo assim o pensamento crítico? Esses e outros questionamentos são feitos por muitos, sem respostas ainda, mas certamente serão objetos de debates no meio acadêmico, do mundo todo.
“São questionamentos sobre a possibilidade de forte ruptura em áreas como criatividade, aprendizado e educação, trabalho, segurança digital — e a própria democracia, como afirmou um artigo recente no jornal The New York Times. Segundo os autores, o que antes era uma pessoa expressando sua opinião política agora pode ser apenas um robô que gera artificialmente um argumento”, afirma Shin Suzuki. E acrescenta: “as consequências para a humanidade de seu uso em larga escala ainda precisam ser totalmente compreendidas. O salto evolutivo desse novo sistema está no poder de gerar conteúdo de forma bastante coerente e também por conseguir ‘soar mais humano’”.
Na prática, o chatgpt irá se tornando parte do nosso dia-a-dia, certamente como complemento e não substituto da capacidade humana de pensar. O chatgpt não saberá tudo, porque o conhecimento humano está a cada dia trazendo novidades. Como robô, o chatgpt, está apto a fazer só o que foi programado, e o conhecimento humano abrange muito mais do que informação. Nesse sentido, assim como hoje o computador faz parte da nossa vida, as pesquisas no Google e tudo mais, o chatgpt veio para acrescentar e tornar mais ágil e eficaz o trabalho intelectual. Mas o ser humano, de modo algum, ficará diminuído com a contribuição da inteligência artificial, porque a criatividade e a inteligência humana sempre supera e surpreende. Esperamos, portanto, que o chatgpt seja mais uma ferramenta auxiliar, para o melhor exercício das nossas atividades que requerem informações mais precisas. Do ponto de vista educacional, p. ex., o professor que ensina poderá ser suplantado pelo robô, mas o professor que FORMA jamais o será. O Professor que informa pode desaparecer, o Professor (Mestre) que forma jamais desaparecerá da sala, seja a presencial seja a virtual.

 

 

 

 

Valmor Bolan é Doutor em Sociologia.
Professor da Unisa. Ex-reitor e Dirigente
(hoje membro honorário) do Conselho de
Reitores das Universidades Brasileiras.

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