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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Artigos

O CASAMENTO A NOITE

A vida certeira é a utopia mais verdadeira. A responsabilidade a dois nos trás a desconcentração de que o mundo nos projeta para união.
Porém é importante ressaltar que o habitat natural do amor é a noite. Nela os defeitos camuflam sob um túnel subterrâneo que leva a exatidão de uma vida rústica temperada pela paixão desenfreada.
Porém sabemos que nós seres humanos somos imperfeitos. E dentro da claridade solar esses defeitos toma uma projeção gigantesca.
Sou da opinião que é da essência humana nossas imperfeições, porém elas as imperfeições se atritam e muitas vezes o relacionamento humano se deteriora. Por isso os casamentos durante o dia exigem de nós racionalidade e gestão inteligente.
Os defeitos explícitos de ambos se chocam criando uma espécie de guerra intima, porém declarado a paz quando as estrelas se dispersa na amplitude do céu noturno.
É na noite em que os defeitos são como anestésico, contido pela senzala da paixão.
É na noite em que a compreensão mutua e a tolerância se adapta ao casamento como os nerds na escola.
É na noite em que a ternura aparece depois de ficar submersa sob o sol escaldante do dia.
É na noite que a magia e a leveza da realidade contemplam com assiduidade  a exatidão de uma paixão sobrevivente.
Por isso concluímos que o casamento diurno só sobrevive porque tem a noite como anestésico atingindo a dor aguda da realidade.
O homem nasceu para suportar somente as virtudes. É um transtorno  para outro suportar nossos defeitos. Somos imperfeitos, mas as imperfeições principalmente próximas são arredias à união. Porém não corrigimos nossos defeitos eles são inatos e quem está perto não acostuma.
Por isso a noite onde os defeitos são sepultados temporariamente, dando espaço para se tornar o oásis e o habitat natural do amor. Se o dia é rotina à noite também. Devemos roubar da noite os sonhos clandestinos que o dia com sua valentia, lenientemente, sepulta no lapide da dor incontida.
 
JUAREZ  ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR

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