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No palco da vida há graciosidade
Escrever o mesmo do mesmo é mesmice. Nada original.
Ser criativo e fugir do comum é o que faz a diferença. E cada um busca escrever sua história de vida pensando que tem o controle dela. Mas, a vida apresenta caminhos e entornos que não estavam no seu script e isso não é nada engraçado.
Sabe o que é engraçado de verdade? Por exemplo, eu estar aqui escrevendo. Eu rio disso e me divirto enquanto escrevo.
E posso concordar com o ator Orlando Drummond, que faleceu em centenária idade, confessando ter vivido um século de humor e amor , que eu por acaso, já tenho bem vividos meio século desta mesma forma. Quem sabe empatamos daqui a cinquenta anos, se assim Deus permitir ? Talvez seria bom ter- lhe perguntado:
“Será que a longevidade tem como condição o amor com uma boa dose de humor? Ou se tem o humor com muito amor?”
E ele tivesse respondido com voz das vozes dos personagens por ele dublados:
“Amor pelo que se faz, amor fraternal, amor em vários sentidos de conjugação e humor racional, humor casual, humor de quem sabe se doar para que outros possam encontrar razões para se engraçar com a vida. “
É certo que a vida precisa de graça, de gente que faz graça e até de bobos da corte aos Stand up.
E muitos fazem outros rirem contando humor caseiro, daquele da rotina do dia, com pai, mãe, tio, tia nervosa e toda a parentela. Nessa hora vale lembrar com detalhes cada cena vivida em recantos familiares. Sempre tem as piadinhas materna. Essas são as melhores, porque mãe pode tudo e o repertório é enorme. Porém, a mãe só vai descobrir que virou piada, quando o sucesso do autor já ganhou a graça de risadas anônimas e bem pagas.
Pensando bem, shows stand up não devem ser baratos, porque senão fica sendo comum e mesmo do mesmo, como já disse. Nada interessante.
Enfim, rir do outro é fácil, difícil mesmo é ser solidário. Tem que ter muita nobreza e não custa nada.
Rita de Cássia Minuncio
Professora e Psicopedagoga