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NO FIM A FELICIDADE É SEMPRE UMA QUESTÃO DE ESCOLHA
Querido leitor, querida leitora, peço-lhes licença para dirigir-lhes algumas singelas palavras que brotam de um coração simples, porém, sensível às tristezas e angústias, alegrias e esperanças de um povo e de um tempo tão peculiares.
A busca pela felicidade é o que move a nossa vida – desejamos e lutamos para sermos felizes em tudo aquilo que fazemos – no entanto, nem sempre a encontramos talvez por procurarmos onde ela não está. É próprio de nosso tempo associar a felicidade aos bens materiais e isso faz com que nos distanciemos ainda mais do que ela realmente significa. A felicidade é muito mais um estado de espírito do que a conquista de algo e, ninguém tem a obrigação de ser feliz em todo tempo, é ilusório pensar assim.
Por vezes atingimos determinados graus de felicidade, no entanto, isso não é permanente, porque nesse mundo nunca seremos plenamente felizes, plenamente realizados ou plenamente satisfeitos. A plenitude e a perfeição não pertencem a esta esfera, estão muito mais ligadas às realidades transcendentais, às quais um dia esperamos fazer parte, do que a este mundo marcado pela finitude e a imperfeição.
Dessa maneira, convêm que empenhemos todos os nossos esforços para encontrar a felicidade onde ela realmente está, geralmente nas pequenas coisas, nos mais singelos acontecimentos, nas mais simples atitudes e é fruto de gestos que, por serem gratuitos, espontâneos e incondicionais, tornam-se valiosos o bastante para que dinheiro algum possa adquirir, basta que optemos por praticá-los.
Fernando Felix Rabelo
Seminarista