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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

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No domingo de ramos será feita a Coleta Nacional da Solidariedade

Neste dia 2 de abril, Domingo de Ramos, será feita em todas as comunidades católicas no Brasil a Coleta Nacional da Solidariedade, o que já é uma tradição em todas as Campanhas da Fraternidade anualmente. Dos recursos arrecadados, 60% permanecem na Diocese, compondo o Fundo Diocesano de Solidariedade. Os outros 40% são enviados à CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -, onde compõem o Fundo Nacional de Solidariedade. Este, por meio de um Conselho gestor, vai dispor as ofertas das pessoas e de suas comunidades, para que sejam atendidas aquelas que mais precisam. A cada ano são recebidos e analisados projetos ligados ao tema da CF, que neste ano é “Fraternidade e Fome”.
As CFs, desde 1964, são o modo brasileiro de celebrar a Quaresma, cumprindo esclarecer que apenas lhe dá o tom, porque mostra, a partir de uma situação bem específica, o que o pecado pode fazer quando não o enfrentamos. Por isso, a cada ano, recebemos um convite para viver a Quaresma à luz da Campanha da Fraternidade, para que assumamos um espírito de conversão pessoal, comunitária e social.
Neste ano fomos convocados a considerar a fome como referência para nossa reflexão e nosso propósito de conversão. Temos, sem dúvida, fome de Deus. Desejamos estar com Ele e poder participar de seu amor e de sua misericórdia. Temos fome de paz, fraternidade, verdade, concórdia e tudo mais que efetivamente nos humaniza. Durante o tempo da pandemia, no qual, por medidas sanitárias que buscavam nos preservar, não pudemos ir às igrejas para comungar, sentimos fome do Pão do Céu.
A fome, bem sabemos, é um ato de preservação. O que ocorre, porém, quando o alimento não chega a todo ser humano? Isso se torna um desafio social e humanitário, uma situação que não pode deixar de ser enfrentada e solucionada.
A fome é um dos resultados mais cruéis da desigualdade. Afeta sempre os mais necessitados. Atinge, contudo, a todos, diz respeito à sociedade inteira. Esta é a razão pela qual o Papa Francisco, sem rodeios, afirma que “não há democracia se existe fome”.

 

(CNBB)

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