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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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No circuito da existência humana

Onde mora a desigualdade? Não é no paralelo entre uma casa de sapé e um castelo. Embora, exista uma diferença extrema entre as vidas em ambos os espaços, o que as igualam ou as tornam diferentes são o modo como interagem e interpretam o mundo.
Pude perceber bem esta não diferença em um filme que assisti num canal pago, em que uma famosa cantora conta sua história e ao mesmo tempo fantasia como seria sua vida se não tivesse se tornado quem se tornou. Eu, que já era sua fã, de repente, me senti sua amiga. Tive vontade de conversar com ela e fazer parte do seu mundo, porque ela, realmente mantém esse ciclo de amizade vivo e faz questão de ser como uma delas e se comportar como eram quando jovens.
Esta distância entre ser o que não se programou e o que programou , mas não deu certo é o que faz as pessoas serem diferentes uma das outras.
Algumas dão sorte, se no rol da vida atingem um patamar de sucesso ou de riqueza, que parece acrescentar, porém que na verdade diminui e torna a vida um campo solitário, pois são poucos os que estão ali para compartilhar das mesmas condições. Outras pessoas, permanecerão ali no seu mundo, sem arriscar, sem ter um plano ou uma programação e a vida parece que aceita e se conforma permitindo que assim seja.
Isto é o que tornam as pessoas diferentes. Essa ausência de muitos na mesma fase do jogo da vida. Mas, então, o que as igualam para que sejam presença e encontros, pode se chamar de doação, de entrega, do que há de melhor dentro do ser humano, que é s sua própria humanidade sem seleções, porém com interações e reciprocidade.
É o ir e vir entre essas duas realidades que destrói as diferenças. Neste caminhar, manifesta-se a vontade de Deus que permeia as relações humanas e diminui as desesperanças.
Foi isso que Ele, ao vir ao mundo nos ensinou. Partilhar o pão das necessidades sejam elas materiais ou espirituais em Seu Nome. Isto é, sem fazer acepção de pessoas, o que permite diminuir a desigualdade entre os que habitam num castelo daqueles que habitam em uma casa de sapé. Sim, foi Jesus quem nos ensinou com Sua própria vida a sermos irmãos e chamados filhos de Deus.
É esta certeza que nos faz iguais, embora sendo diferentes, e nos impulsiona a vida em seu mais alto nível em que somos chamados de campeões.

 

Rita de Cássia Minuncio
Professora e Psicopedagoga

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