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domingo, 19 de maio de 2024

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Ninguém é obrigado a ser filho de Deus, é uma questão de opção pessoal.

Quando Jesus, que é Deus, há dois mil anos se encarnou no seio da virgem Maria, ele se esvaziou de toda a sua condição de Filho unigênito do Pai (Fl 2,7), vindo pessoalmente para conviver conosco e nos convidar a sermos seus irmãos, desde que nos dispuséssemos a nos tornar filhos adotivos do Pai.

É mesmo interessante, e até nos surpreendemos pelo jeito que Deus decidiu criar os seres humanos. Neste paraíso terrestre, primeiramente, ao longo de bilhões de anos, organizou tudo de uma forma perfeita, dotando-o de tudo o que é necessário para a existência de vida em todos os níveis, com alimentos de todos os tipos para todas as criaturas que aqui passariam a existir, seja aves, peixes, animais vertebrados e invertebrados, e com plantas que servissem também para extração de medicamentos para a conservação da saúde possível – uma vez que, tudo saindo da terra, à terra volta um dia –, além de riquezas suficientes para os seres humanos, sua obra prima, conviverem felizes com elevada dignidade, desde que essas fossem compartilhadas com justiça.

O protótipo do Ser Humano é o Primogênito, isto é, o Filho, gerado, não criado, e à sua imagem e semelhança fomos concebidos. Tudo foi feito por Cristo, com Cristo e em Cristo.

Com tão audacioso plano, na plenitude dos tempos – faz 2.000 anos – o Filho veio, pleno de amor ao encontro da humanidade, não para condená-la, mas para salvá-la (Jo 3,17). O maior desejo de Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – é que os seres humanos, embora tenham uma existência terrena curta, muito breve, venham a conhecer o quanto antes essa “boa notícia” = “Evangelho”, que é o próprio Jesus, e aceitem seu convite para terem depois uma vida eterna e feliz com a Santíssima Trindade.

Como nós não sabemos ir a esse estado sobrenatural, que chamamos Reino dos Céus, Jesus nos fala: Sigam-me, porque eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6).

É lógico que há normas para esse seguimento. Uma delas, essencial, é crer em Jesus e receber o sacramento do Batismo, pelo qual a pessoa passa a ser filha adotiva de Deus. Sabemos que filhos adotivos têm o mesmo direito à herança dos filhos legítimos. O único Filho legítimo do Pai é Jesus Cristo, sendo o Herdeiro universal. Pelo Batismo, passamos a ser coerdeiros. Tudo o que é de Jesus ele compartilha conosco, seus irmãos.

Mas ninguém é obrigado a aceitar esse convite não! Só quem quiser ter essa honra e dignidade de ser filho de Deus.

 

Por: Diácono Lombardi

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